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19 agosto 2016

Olimpíadas 2016 - Copacabana, Vôlei de praia e a torcida


Estar nos Jogos Olímpicos já era sensacional, uma sensação única. Observar as pessoas com diferentes culturas e idiomas, todas juntas, ali misturadas e parte do mesmo espetáculo da Terra. Tudo bem pra você, seu chato que está me chamando de alienada e que gostaria de explodir tudo por conta da forma como nosso país conduz as coisas, mas eu acredito no poder do momento, mesmo quem não pode estar nos jogos pode lucrar com algo, pelo menos ali no Rio, eu concordo, nem seria besta em discordar de que um grande dinheiro foi gasto e um outro tanto desviado, que muito poderia ter sido feito e blá, blá, blá...

Tudo isso era pra ter sido dito, protestado e argumentado antes, com os jogos rolando só nos resta aproveitar e torcer para que tudo seja lindo e inesquecível e assim foi, desde a recuperação de Diego Hipólito, as medalhas daquelas unanimidades e o brilho da torcida.

Cerveja? Só se pegar fila grande
... e era na torcida que queria chegar, principalmente naquela em que eu fiz parte. Quando comprei o ingresso não sabia quem jogaria e dei muita sorte em ver 2 duplas brasileiras, primeiro Alison e Bruno contra os espanhóis, um jogo vivo, empolgante onde cantamos todas músicas do vôlei: Ace, block moster, vibramos com os ataques decisivos e fizemos ola, cantamos "sou brasileiro com muito orgulho" e Ivete Sangalo com "ôôôô - alegria! Alegria!

O sol queimava nas costas e era preciso ficar abraçada na canga o tempo todo, foi tão bom que acabou rápido, que tristeza! ( risos), cada ingresso dava direito a 2 jogos e o outro era Canada x Canada e a torcida brasileira gritava o que? Canada, lógico. E brincavam, já que as 4 jogadoras eram altas e loiras, curtição do momento.

Do outro lado - Arena de Copacabana lotada
Na parte da tarde, o jogo seria Pedro Solberg x Evandro, mas esses não tiveram força e concentração para seguir, jogaram os 3 sets, mas se complicaram muito, e a torcida? Cantou e incentivou o tempo todo.

No outro jogo vimos, as já campeãs olímpicas, as alemãs Laura Ludwig e Kira Wlakenhorst vencerem as suíças.

Ficou ainda o gostinho de assistir Agatha e Barbara ( que brilharam muito nestes jogos e ganharam as medalhas de prata) e Larissa/ Talita( deixando uma tristeza no coração de quem curte o vôlei de praia), mas não dava pra ver tudo em um dia.

Saldo positivo.

Como e quando voltamos? Lembram que a gente tinha chegado às 5h45, pegamos o ônibus das 22h de volta, as costas já estavam reclamando, as pernas não respondiam mais, descobrimos que não temos 15 anos como achávamos, dormimos tão profundo no ônibus que nem vimos as paradas, apenas acordamos em Santos, mas faríamos tudo de novo.

18 agosto 2016

Rio 2016 - Eu fui

Rio 2016 - Vôlei de Praia - Copacabana

Quando me lembro que o Apenas Um ponto Esportivo já bombou na rede e era conhecido dos atletas de vôlei de praia, numa época em que eu sabia tudo a respeito desse esporte, não dá pra acreditar que perdi as inscrições para comprar os primeiros ingressos dos jogos e da abertura, muito menos de que havia marcado férias e esquecido( pasmem! ) dos Jogos Olímpicos. Um belo dia, fazendo sei lá o que, abriu pra mim aquelas janelinhas inconvenientes de propaganda dizendo: "Novos ingressos pro Rio 2016" - momento de reflexão: - "por que eu estou indo pro Nordeste e não pro Rio?" 

Eu bem sabia a resposta, aquele monte de gente descrente do evento, o momento ruim da economia e da política brasileira, os ataques terroristas pelo mundo, assombrando o evento, a violência no Rio, eram realmente motivos fortes para não pensar em ir pros Jogos, mas me deu uns 5 minutos, mandei 3 mensagens no Whatsap e me animei, comecei a procurar lugar pra ficar, avião, ônibus e tudo que me levaria ao Rio. 


Naquele momento, com hotéis caríssimos e uma cama no Hostel em quarto compartilhado por R$850,00 colocaram uma dúvida na minha mente, mas mesmo assim, comprei os ingressos, ainda demorei 2 dias, o suficiente para perder o lote mais barato, mas não desisti, fiquei na dúvida entre a quadra e a praia, mas tinha que decidir e pensar na possibilidade de voltar no mesmo dia. 

Só passava pela minha cabeça que por preguiça não tinha ido à Copa, nem que fosse para um jogo xinfrin pra fazer parte da brincadeira, me lembrei também que vários ônibus saíram da paróquia rumo ao mesmo Rio de Janeiro para a Jornada Mundial da Juventude  e a velha aqui pensou que não aguentaria, doeu a coluna, as pernas e a animação só de pensar, mas o que doeu mesmo foi a vontade de estar lá com os meus, curtindo aquele momento quando eu vi as fotos no Face. Decidi: Vou pro Rio 2016 nem que seja sozinha, mas não precisou. 

Eu e uma amiga de muitos anos embarcamos nessa, outros foram convidados e não puderam, nos preparamos pra ir, São Pedro deu uma sacaneada derrubando a temperatura na véspera da viagem, saímos de Santos rumo à capital fluminense no ônibus das 22h30, muito frio, chegamos no Rio as 5h45 e ficamos na rodoviária Novo Rio até às 7h30 quando chamamos o Uber e fomos pra Copacabana. O motorista, carioca da gema, nos mostrou a arena de longe: "olha, é ali o palco de vocês!"

Bons momentos partilhados - visite Sofianosjogos.blogspot.com


Apesar de não ter onde ficar, tive a oportunidade de reencontrar uma parceira de vôlei de praia, de torcida, de blog - Ana Sofia - veio pra abertura, se preparou como ninguém desde 2009, estava hospedada por lá e nos acolheu em seu QG - onde pude ainda conhecer a Karina Zanela, outra blogueira e fã do vôlei de praia e (em especial da Larissa) e outras meninas também torcedoras, tudo herança do Apenas um Ponto Esportivo. Ana Sofia fez até um blog pra contar sua aventura - Vale a pena visitar ( aqui) 

Quando nos dirigimos a arena não sabíamos se admirávamos a beleza do Rio ou o encanto do evento: era verdade, a gente estava fazendo parte daquilo, e como tudo estava lindo! Quanta gente bonita! A gente tinha 15 anos de novo, nos olhávamos e dizíamos: " A gente veio! "; " Ainda bem, que a gente veios!" - Obrigada, meu Deus, por essa oportunidade. 



Entramos na arena, tiramos foto, muitas fotos e continuávamos a dizer: Que bom que a gente não desistiu!  

Assistimos Bruno e Alison que daqui a pouco podem ser ouro! Tomara que sim! 

No próximo post falarei do que é estar na torcida pessoalmente. 

Dia do jogo: 13/08/2016 - Oitavas de final - Masculino e feminino
#vaibrasil #voleidepraia #rio2016

26 julho 2016

A Vergonha da Vila Olímpica

Quanto mais eu vejo menos eu creio na capacidade de síndrome de vira lata, sem vergonha, que acha que todo mundo é besta e vai aceitar qualquer desculpa do brasileiro. 

O país tinha ( tem) outras prioridades antes de uma Olimpíada, mas já que se meteu a fazer, gastou, um grande volume de dinheiro foi desviado como sempre nesta piada de lugar. Faz direito! 

Agora entregar uma vila olímpica com goteira, entupimento, lixo, fiação exposta, sem luz, vasos sanitários entopidos, ar condicionados que nunca funcionaram com defeito e pior: não assumir isso. 

Ah,... por fabor, cala boca prefeito! Cala boca comitê olímpico brasileiro! Para de aumentar essa vergonha! O prefeito do Rio de Janeiro teve a cara de pau de ironizar os australianos dizendo que colocaria cangurus para eles gostarem da vila. As fotos divulgadas envergonham, dão nojo, é um dinheiro totalmente mal gasto, um dinheiro que a gente já não tinha, gasto de qualquer maneira, é uma falta de cuidado e perfeição a qual reflete essa mania de querer dar um jeitinho, o problema do Brasil é o brasileiro. 

Muitos se revoltam, mas poucos fazem valer o que realmente acham, quando se informam, não sabem argumentar e viram militantes irritantes, daqueles que batem no peito e falam alto para impor o que acham, não sabem debater, não sabem comprovar, só esperneiam e ainda se acham entendidos de tudo. 

Voltando aos jogos olímpicos, quanta vergonha alheia! Os EUA contrataram encanador pra arrumar o apto deles. 

Os estrangeiros não são os brasileiros. 

E ainda vamos ver gente elogiando nossa estrutura. ( sqn) 

05 maio 2012

Fortaleza - Vôlei de Praia e bastidores II


Como tinha muito jogador do Ceará, a torcida não sabia muito bem para quem torcer. Eu estava na área dos atletas e dali é possível perceber um pouco do temperamento, algo da personalidade, como a Maria Elisa me chamou a atenção: cumprimentando as pessoas com carinho e atenção, muitas vezes abraçando e brincando, super sensitiva.

Fiquei ali no sábado até o final do jogo entre Alison/Emanuel x Ricardo/ Pedro Cunha ao contrário de outras etapas não tinha visto nenhum jogo de nenhuma das duas duplas e definitivamente não era o confronto que eu queria naquele momento, porque acabaria para uma delas ali e foi para o Pedro/ Ricardo. Aí depois disso a questão era se eu iria ou não falar com eles, porque ninguém que perde quer ficar conversando, isso é humano por mais que muita gente ache que tem que falar, a torcida tem que perceber isso. Fiquei ali fora olhando o movimento quando o Pedro passou, fui até ele, me apresentei, já havia conversado com ele pela Internet e através do blog,  tirei uma foto, ele foi muito atencioso como sempre e ainda consegui uma foto com o Ricardo, lamentei a esposa do Ricardo não estar em Fortaleza, ela sempre soma forças com a torcida na Internet e também é muito bacana com o blog.



A minha torcida olímpica é Alison/Emanuel e Ricardo/ Pedro, ainda fiquei por ali, com a Grinalda quando o Emanuel passou. Pensei: o cara é uma lenda.  Eu já tinha foto das outras duas lensas do vôlei de praia: do Ricardo e do Franco( de 2008 essa..r.srs) faltava do Emanuel, aquele que a gente pode chamar de "o cara". Esperei todo mundo falar com ele, que atendeu a todos sem exceção e pedi a foto e antes que eu pudesse dizer qualquer coisa ele disse: Obrigado. Preciso dizer mais alguma coisa?

No domingo para a grande final pegamos um ônibus rapinho, numa pechincha de R$1,60( aqui é R$2,90) e descemos na Arena, veio uma nuvem preta e .... CHUVAAAAA! Sim, eu peguei chuva em Fortaleza, o suficiente para molhar todo mundo até a roupa ficar ensopada e o protetor solar escorrer, depois disso resolveram abrir a arena.

Neste meio tempo conheci também o Sandro - outro apaixonado pelo vôlei de praia. 
Olha o que a chuva fez com a gente

O primeiro jogo tinha 2 cearenses, mas Márcio/ Solberg estavam tão sem vontade que a torcida nem ligou para eles durante a disputa do terceiro lugar, mesmo porque Fernandão encarnou o "paredão" e foi pra galera, aí conquistou a torcida. Depois o cearense Hevaldo com seu parceiro Bruno jogariam uma linda final contra Alison/ Emanuel e a torcida literalmente torcia para quem ganhasse, eles eram envolventes, todo mundo comemorava todos os pontos. Quando chegou a vez das donas da casa Juliana/ Larissa o sol já brilhava ardido e as roupas secavam no corpo.

A torcida mostrou seu amor pelo vôlei de praia e pelas meninas da terra, aquelas que escolheram Fortaleza como casa: jogaram junto, menos um grupo de meninos que deviam ter uns 14 anos que gritavam pela Maria Elisa, mas desconfio que eles a escolheram como musa, porque não estavam nem aí para a Talita. (rsrs)

 Aí a Rita derrubou o chinelo lá em baixo. Uma aventura para pegar, porque puseram lona para tampar, mas não taparam os buracos.


Vale ainda destaque para o simpático animador das etapas do Circuito Banco do Brasil e para a atração cultural que a CBV vem trazendo, nesta etapa uma bonita quadrilha.

O animador ( que eu esqueci o nome, desculpem) ganhou até cartaz da galera, ele convida o povo para o jogo e tira pra dançar.
Esse animador é uma figuraça!

Na saída tiramos fotos na arena e ainda com a Pri Lima, super simpática.




Trajetória positiva. 
Feriadão no fim, acabou-se o que era doce. Snif!

Obrigada Ana Sofia, quando quiser vir pra Baixada Santista te apresento as praias lindas do meu Guarujá e as delícias de Santos, a cidade mãe, não esqueço do suco e do refri. ( risos)

Grinalda, Sandra, Sandro, todos: foi um grande prazer!  A gente se encontra por aí...
Quem quiser saber mais sobre vôlei de praia, vai ter que ir no Apenas um Ponto Esportivo, aqui só tem os bastidores.

...e de pensar que eu cruzaria São Paulo no horário de pico rumo a Baixada Santista...

Rafaela Andrade

02 maio 2012

Fortaleza - Vôlei de Praia e bastidores

Eu já conhecia Fortaleza e queria muito interagir pessoalmente com toda a galera que eu conheci na Internet, no sábado as meninas foram fazer um passeio para a praia chamada de Águas Belas enquanto eu fui para o Aterro da Praia de Iracema acompanhar a Etapa do Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia. 

Saí do Hotel junto com as meninas e fui caminhando pela Av. Beira Mar, um sol gostoso e aquele mar azul formavam uma paisagem encantadora. Era cedo, por volta de 8h40 da manhã, quando eu cheguei na arena, lamentando por não poder assistir nenhum jogo da Taiana/Vivian e nem do Harley/Evandro, eles haviam perdido e sido eliminados na sexta-feira. Os 4 sempre são muito atenciosos com o Apenas um Ponto Esportivo, foi uma pena. 

Procurei um cantinho para mim e me acomodei, jogavam Shaylin/ Val x Isabel/Pri Lima, fiquei ali observando a torcida, tinha gente da família inteira, me parecia que o povo também era variado, não eram apenas cearenses, mas esses com certeza entendiam como ninguém. Do meu lado um senhor conversava com o outro sobre qual técnica as jogadoras deviam usar, um outro atrás de mim reclamava que a Val estava desatenta. Uma moça logo a frente gritava sozinha pela Isabel. Eles analisam o jogo igual comentarista de televisão, previam o resultado caso fosse assim ou assado.

Na sequência o jogo da Talita/ Maria Elisa contra Maria Clara/ Raquel, eles sabiam tudo. Comentavam sobre a ex-parceira da Maria Clara, criticavam o saque... era impressionante. Nesta altura do campeonato eu já tinha entrado em contato com a Ana Sofia e resolvi descer para espera-la lá fora. O sol já estava ardido nesta hora e eu entrei embaixo de uma daquelas bolas flutuantes decorativas que faziam uma sombrinha. Dali vi vários atletas chegando e saindo, mas por mais que eu gosto não sei ser aquela tiete, sabe como é? Aquela que entra por debaixo, dribla os demais, tem todas as fotos, pede autógrafo, grita, tenho até uma certa vergonha de abordar o atleta. 

Uma pessoa me chamou atenção naquela hora: era a Vivian. Ela, nossa Rainha da Praia, estava fora da etapa, eu quis falar com ela, porque ela é muito simples e joga um bolão, é uma pessoa do bem, o problema é que eu nunca falei com ninguém como Rafaela, só como Apenas um Ponto Esportivo( óh) mas foi bacana, conversei um pouco com ela, ela contou que estava triste pela derrota e eliminação, eu disse que gostaria de tê-la visto jogar e ela pediu desculpas por ter sido eliminada. Eu disse, nãoooo. Não precisa pedir desculpas de nada, vocês vêm evoluindo e vão crescer a cada dia, hoje não deu, mas na próxima vez o jogo pode mudar. 

E nada da Ana Sofia. 

Voltei para debaixo do balão e lá tinha uma moça, acho que Ilana( o nome dela era dificil) Não sei como começamos a conversar, mas ela estava esperando a Juliana, da dupla com a Larissa, mas era cedo. No fim ficamos o dia inteiro torcendo juntas, mesmo depois que a Ana Sofia chegou, ela ficou conosco. Dizem que é nas etapas que fazemos amigos do esporte e deve ser, foi assim que eu conheci também a Grinalda. 



A Ana Sofia ajuda a Karina Zanella no blog Oficial da Juliana/ Larissa, são super inteiradas no vôlei de praia e torcem muito pela dupla laranja de Fortaleza. A Ana me deu várias dicas sobre a cidade, me deixou por dentro dos lugares e das coisas e me  foi apresentando várias pessoas.

Grinalda é uma figura que com certeza você iria gostar de conhecer. Ela é apaixonada por vôlei de praia, conhece quase todo mundo a muitos anos, se você reparar ela está em quase todas as fotos, sabe tudo de todo mundo. Tem top das principais atletas e é fã de vários e número um de um outro tanto.

Que personagem único dos nossos bastidores: ela é animada, cheia de energia, companheira da torcida.
Ela me contou a história dela com o vôlei de praia, pena que eu não me sinto capaz de reproduzir aqui pra vocês, mas tenho certeza que vocês gostariam de conhecer. 

Conheci também a Sandra, outra parceira de vôlei que estava na capital cearense torcendo pelo bom vôlei de praia. 

Naquele dia ainda eu me vi com a família da Larissa e da Juliana, numa torcida toda laranja, linda e animada, os sobrinhos, irmãos, pai e mãe. A família estava toda lá.

Continua....

15 junho 2009

Um dia de tiete adolescente


Depois de um bate papo rápido decidimos: vamos ao Ibirapuera assistir a Seleção Brasileira de Vôlei Masculino e torcer. Não conhecíamos o ginásio, nem sabíamos chegar lá, nada que o Google Maps não pudesse resolver com facilidade.

Entradas compradas, acordamos cedo, fomos com muita roupa pois o clima na capital é bem mais frio do que no litoral e antes das 9h chegamos ao Ibirapuera.

Já na entrada o clima era de festa, muitas fotos, animadores de torcida, espaço para pular corda e, claro, para jogar vôlei. Ganhamos bexiga verde e amarela em formato de coração, só não pintamos o rosto com guachê...

Ganhamos também a blusa amarela do patrocinador, todo mundo ganhou. Lá dentro ensaimos os gritos de guerra, a olaaaaa em vários ritmos, o pedido de ace e a vaia para o saque do time adversário, muita festa e bagunça.

Quando a seleção entrou em quadra pensamos: Nossa como eles são grandes!!! E são! Leandro Visotto tem 2,12m, o mais baixo deles é o líbero Serginho com 1,85, ou 1,83 não sei bem...

Que delícia, apesar de ter sido 3 sets a 0, foi emocionante e o novo time ainda não ganhou nada, mas se trabalhar bem pode ganhar. Murilo nosso novo capitão jogou muito e está muitíssimo bem no comando dos novatos.

No final queríamos descer na beira da quadra e os seguranças não deixaram. Snif!!! Mas eis que de repente o capitão subiu à sala de imprensa, que ficava exatamente onde estávamos e nós pudemos tirar foto com ele e ficamos felizes como ficávamos ao ganhar um doce na infância ou conseguir algo na adolescência... rimos muito.

Minha amiga ainda não mandou a foto, assim que tiver é lógico que eu vou mostrar para vocês.

Pensamento do dia: Tem muita coisa simples que pode te proporcionar grandes momentos.

Boa semana!!!

Foto: CBV - Confederação Brasileira de vôlei - enquanto as nossas não vêm.

02 junho 2009

A Copa de 2014 e a política II

Na 'Folha' de ontem( domingo)

Órgão responsável por seleção, Comitê Executivo da Fifa é composto por 25 integrantes, entre eles Ricardo Teixeira

Lista de casos envolve até o comandante da Fifa e vai de desfalques milionários a desvios de ingressos e venda de camisas falsificadas

DO ENVIADO A NASSAU

O anúncio das cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 determinará a prioridade do investimento federal sobre 12 capitais nos próximos anos.

O governo se comprometeu a bancar a infraestrutura do evento.

A escolha que determinará o destino desses recursos, porém, passou longe de Brasília.

Foi feita por um grupo técnico da Fifa, juntamente com a CBF.

Mas quem bate o martelo são os 25 homens do Comitê Executivo da Fifa.

Só um é brasileiro -o presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

Todos foram eleitos em pleitos que só envolveram cartolas de suas confederações.

Vários deles já sofreram acusações de ilegalidades financeiras ou políticas.

Quem encabeça a lista de problemas é o presidente da Fifa, Joseph Blatter.

Em sua gestão, o então secretário-geral, Michel Zen-Ruffinen, acusou Blatter de ter feito gastos irregulares, somando prejuízo de 360 milhões de libras (mais de R$ 1 bilhão) para a entidade.

Uma das acusações era a de que ele pagara de forma irregular 69 mil libras ao russo Viacheslav Koloskov.

Na época, Koloskov não era do Comitê Executivo, mas recebeu verba como se fosse.

Hoje, ele está de volta ao órgão máximo da Fifa.

Por conta disso, 11 membros do Comitê Executivo da Fifa acusaram Blatter, em denúncia criminal, de utilizar dinheiro da entidade para comprar votos.

A disputa precedia a eleição de 2002 para a presidência.

Sob pressão, Blatter reconheceu erros e reviu determinados procedimentos dentro da entidade.

Foi reeleito, e o ex-secretário-geral saiu da Fifa.

A denúncia foi retirada.

A crise financeira da Fifa, levada a público por Zen-Ruffinen, foi desencadeada pela falência da ISL (International Sports License), ex-principal parceira comercial da entidade.

Sua ruína gerou um processo na Justiça suíça em que executivos da ISL admitiram ter feito pagamentos a dirigentes esportivos.

Não foram dados nomes.

Foi também em um processo que o atual secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, complicou-se.

Nos EUA, a Mastercard processou a entidade por rompimento de contrato -hoje, o patrocínio é com a Visa.

A corte apontou que Valcke, então diretor de marketing da entidade, mentiu na ação. Sua atuação foi classificada como "qualquer coisa, menos fair play", alusão ao lema da Fifa.

A entidade teve de pagar US$ 90 milhões para a Mastercard. Valcke sofreu pressão dentro da federação, mas foi perdoado.

E virou secretário-geral.

Um dos vices da Fifa, Jack Warner, de Trinidad e Tobago, foi acusado de lucrar US$ 1 milhão com a revenda ilegal de ingressos para a Copa de 2006, na Alemanha. Warner recebeu somente uma multa e foi obrigado a devolver o dinheiro.

Contudo seu prestígio no Comitê Executivo seguiu intacto.

Segundo homem da Fifa -é vice sênior-, o argentino Julio Grondona foi investigado por comissão da Câmara de Deputados de seu país, em 2000.
Motivo: apurar possíveis irregularidades nos contratos de TV da AFA (Associação de Futebol Argentina).

Havia alegações de favorecimento a uma das redes nacionais.

Revistas argentinas apontaram o enriquecimento de Grondona à frente da AFA, mas sem apontar desvio de recursos da entidade.

Mais tarde, a investigação da Câmara foi arquivada, e Grondona seguiu forte.

O guatemalteco Rafael Salgueiro, também membro do Comitê Executivo, foi acusado por um ex-funcionário da federação local de vender camisas falsificadas da Adidas.

É da cabeça de homens como esses que saiu a decisão que vai nortear o investimento em infraestrutura do Brasil até o ano da Copa.

(RODRIGO MATTOS)

Presidente da CBF foi alvo de duas CPIs

DO ENVIADO A NASSAU

Assim como seus pares no Comitê Executivo da Fifa, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, passou por investigações dentro do Brasil.

Foi alvo de duas CPIs, na Câmara e no Senado, que apresentaram diversas irregularidades em sua gestão na entidade.

Entre outros pontos, o cartola foi acusado de evasão de divisas em empréstimos feitos pelo americano Delta Bank à CBF.

Por conta disso, Teixeira e seus subordinados foram denunciados pelo Ministério Público Federal.

A alegação era a de que a confederação pagou juros acima do mercado.

Mas o Tribunal Regional Federal trancou a ação no Rio.

Teixeira sempre negou as acusações.

Apontou que os empréstimos ocorreram durante crise econômica mundial na década passada, o que elevou os juros.

Usou taxas cobradas por outros bancos para embasar sua defesa.

Também na investigação da CPI do Futebol foi apontado que a CBF tinha prejuízo nas operações com a SBTR, então operadora de turismo da seleção brasileira.

Segundo a comissão, a empresa foi favorecida em R$ 30 milhões em três anos.

Mas a acusação nunca se transformou em processo criminal.

A PF indicou que não estava configurado crime, nesse e em outros casos.

O Ministério Público Federal discordou, mas não deu seguimento a ações até hoje. (RM)

Blatter coloca a culpa em "mídia direcionada"

DO ENVIADO A NASSAU

Dirigentes da Fifa sempre negaram as acusações de se favorecerem do futebol para enriquecer ou ganhar poder.

Mais atacado entre eles, o presidente Joseph Blatter foi também quem mais recorreu à mídia para se justificar.

"Você não pode imaginar o que é ser acusado por parte da mídia direcionada que diz que sou um homem mau. E vocês também são todos maus", defendeu-se Blatter, após a eleição em que foi acusado de comprar votos.

O vice-presidente Julio Grondona também afirma nunca ter se beneficiado dos cargos que ocupou. "Jamais, em nenhuma época, obtive vantagem. Sempre atuei em favor das entidades esportivas, porque essa é minha vocação. Amo o futebol, e na minha carreira nunca tive o lucro como objetivo."

Jerome Valcke admitiu seu erro na corte dos EUA, no processo contra a Mastercard.

Pediu desculpas e não sofreu maiores traumas.

Rafael Salguero e o russo Viacheslav Koloskov não falaram sobre as acusações sofridas em seus países. (RM)

01 junho 2009

A Copa de 2014 e a política

Acabou a farsa - JUCA KFOURI

Fez-se de conta que é a Fifa quem escolhe as cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 e não a dona CBF

O PRESIDENTE da CBF acredita que vive num país de néscios, razão pela qual passou meses repetindo que a Fifa é quem escolhe as cidades-sede da Copa do Mundo.

Verdade que há ex-jornalista em atividade que repete a falácia na TV, apesar de saber que o formal não existe no futebol, só existe o informal e a politicagem.

Mas vale saudar a escolha de quatro cidades do Nordeste, região que mais tem a ganhar com a Copa.

E lamentar a escolha de Cuiabá, no Mato Grosso do governador "motosserra de ouro", título dado a Blairo Maggi pelo Greenpeace, em homenagem ao maior produtor de soja do mundo e um dos maiores desmatadores do país.


Para uma Copa que se pretende ecológica, nada menos apropriado, embora Maggi tenha bem mais de um milhão de razões para influenciar decisões no mundo do futebol.

Tão natural como a escolha de Manaus para representar a espoliada Amazônia, apesar de Belém ter mais tradição futebolística, teria sido a de Campo Grande para mostrar as belezas do Pantanal.

Mas, de tudo, o que mais salta aos olhos é a indefinição sobre quem fará a abertura da Copa.

Claro está que Ricardo Teixeira esperará quanto tempo puder para se definir entre São Paulo e Minas Gerais, ou melhor, entre José Serra e Aécio Neves, além de guardar Brasília como uma terceira hipótese, mais para constar e disfarçar o que está, de fato, em jogo.

Não fosse a dúvida sobre qual dos dois será o candidato tucano à sucessão de Lula e o cartola já teria se resolvido pelo ungido, embora seu coração penda claramente para Neves, seu amigo e mais parecido com o yuppie Fernando Collor -até pelo silêncio que impõe à imprensa mineira, como se fosse a alagoana-, a quem o ex-genro de João Havelange chamava de "meu presidente".

Se ele pudesse ver José Serra pelas costas já estaria vendo, também pela presença de José Luís Portella no governo paulista, alguém que Teixeira desgosta tanto que ameaçou não entrar na cerimônia de lançamento do Museu do Futebol, no Pacaembu, quando soube da presença do atual secretário dos Transportes Metropolitanos no local.

Portella, lembremos, foi o arquiteto do Estatuto do Torcedor.

A fragilidade do primeiro projeto de reforma do Morumbi foi a senha para justificar a dúvida, embora até o mais ignorante dos cartolas da Fifa saiba que São Paulo é a principal cidade do país, palco óbvio, ao menos, para a abertura da Copa.

Que o Mineirão é mais agradável que o Morumbi ninguém pode negar.

Só que como nada justifica a construção de uma arena para a Copa em São Paulo, a não ser a ganância dos de sempre, a festa inaugural tem de ser mesmo na casa tricolor.

De resto, é bom dizer que orgulha trabalhar num jornal que tenha feito o editorial que esta Folha fez, no sábado, sobre a miséria de nosso futebol.

E tenha dado a cobertura que deu, ontem, sobre a escolha das sedes, revelando quem é quem na Fifa e suas folhas corridas.

Em vez da celebração acrítica que cabe aos publicitários e aos donos da bola, o dedo nas feridas.

E não porque a CBF discrimina a Folha, mas porque o jornal não bajula a CBF para ter furos.

E vem aí: a Copa de 2014


Eu sou amante do futebol.
Também sou daquelas pessoas que adoram uma novidade, curtem grandes projetos.
Não dá para negar o quanto é lindo ver um país que ama futebol se entregar ao futebol.

O país festeja. o brasileiro na sua alegria comemora como título de Copa do Mundo.

Será um grande momento para o Brasil, gerará empregos e fará a economia circular. Porém...

Por que não aproveitar o momento para mudar de verdade?

O times do país precisam se modernizar, criar estruturas de verdade, lucrar com o negócio chamado futebol.
Não dá para admitir amadorismo, divergências tão grandes e tantas dívidas.
O torcedor precisa ser prioridade, ser respeitado, aclamado e agraciado com um lindo futebol.
Não dá para sentir orgulho só do futebol jogado( se o Brasil jogar bem), mas da organização, da logística, da inteligência.

Ninguém ( de bem) quer que a Copa acabe da mesma forma que o Pan do Rio: No Tribunal de Contas.

O meu dinheiro, o seu e o do trabalhador que festeja para relaxar, não pode ir parar no bolso desses que super faturam tudo. Ah, não!!! Chega disso!!!

É esperar pra ver e torcer para acontecer.

E no mundo do futebol, finalmente meu time ganhou, dois dos principais jogadores ficaram no banco e o São Paulo ganhou: um banco não faz mal a ninguém de vez enquando.

Vale falar de vôlei de praia: o Brasil esteve em todos os pódios do ano no feminino e no masculino do Circuito Mundial. Não tem pra ninguém, mas isso é assunto para outra segunda-feira.

Beijos!

26 maio 2009

... e se o seu time fosse uma banda

Faz tempo que não faço a segunda-feira esportiva, sei que pelo horário já é terça-feira, mas tudo bem...

Denis ( foto: globoesporte.com) estreou bem no São Paulo, mostrou personalidade, mas o post de hoje será mesmo uma cópia de um e-mail que recebi, sobre qual banda seu time seria... curioso. Espero que gostem.




Grêmio = Sepultura
Um de nossos sucessos internacionais.
Mas na terra do molejo e do samba faceiro, muitos acham que
eles pegam pesado demais.

Corinthians = Michael Jackson
Um dos mais populares da história, envolveu-se em escândalos e até mudou de cor.
Têm apostado em criancinhas como Lulinha e Dentinho.

Palmeiras = Aerosmith
A banda tem enorme tempo de estrada.
Mas suas músicas só atingem o estrelato quando faz alguma parceria.

São Paulo = Queen
Já foi eleita a melhor do mundo uma quantidade de vezes.
E um dos seus integrantes é assumidamente homossexual.

Santos = Beatles
Nos anos 60, não tinha pra ninguém.
Só que até hoje é lembrado no mundo inteiro pelos sucessos de 40 anos atrás.

Vasco = Oasis
Banda de qualidade e importância inquestionáveis.
Todo mundo quer gostar dela quando ouve, mas a imagem do ex-líder faz muita gente
ainda sentir aversão.

Internacional = Led Zeppelin
Reinou nos anos 70 e morreu nos 80.
Seus líderes conseguiram juntar os cacos e voltar nos anos 2000, com uma inesquecível turnê mundial.

Fluminense = Titãs
Banda charmosa e simpática e, no Brasil, é querida por muitos.
O problema é que ninguém nunca ouviu falar fora de nossas fronteiras.

Botafogo = Rolling Stones
Seria o maior da década de 60, se não houvesse um rival mais popular.
Teve seu Satisfaction em Garrincha. Há alguns anos retomou o rumo e está feliz da vida.

Cruzeiro = Paralamas do Sucesso
Na América do Sul é respeitado e campeão de vendas .
Mas quando participa de um festival com bandas européias é café com leite.

Flamengo = Jorge Ben Jor
Há muito tempo não produz um grande sucesso.
Mas é incrível como segue popular e nunca sai da moda.

Ponte Preta & Guarani = Chitãozinho e Xororó
Quando apareceram, ganharam muitos fãs pelo Brasil, viraram febre, mas nunca foram unanimidade.
Depois de um tempo, e de tantas imitações, se relegaram aos seus poucos fãs do interior.

Goiás = Leonardo
Tomou espaço de outros similares, e vez ou outra emplaca um sucesso, mas nunca chegando
ao topo como seus inspiradores.

América-RJ = Erasmo Carlos
Parceiro na panela Jovem (RJ) da década de 60, hoje em dia vive só de nome e de lembranças
dos saudosistas e dos poucos fãs malucos que são diretores de TV.

Remo = Calypso
Orgulho do Pará, e só do Pará.

Atlético Paranaense = Amy Winehouse
Já foi muito badalada e considerada a estrela mais promissora dos últimos tempos.
Mas atualmente é boçal, desperta ódio em todos e está para morrer a qualquer momento.

Paraná Clube = Los Hermanos
Seus poucos fãs juram que a banda é muito boa.
Mas, fora eles, ninguém mais no mundo sabe que ela existe.

Coritiba = Banda Blitz & E vandro Mesquita
Um raro sucesso nos anos 80, que os seus fãs ainda cantam nos dias atuais, por
falta de outras músicas boas...

27 abril 2009

Ainda falando de Marketing


O Marketing significa mercado em ação. Qualquer mercado, mas não é qualquer ação. O produto ou serviço está inserto num mundo( local, cidade, categoria, atividade), alguém compra essa idéia e tudo isso tem um valor material e emocional, quando se começa um planejamento de Marketing o primeiro passo é o diagnóstico, os pontos fortes e fracos em cada um dos pontos já citados detalhadamente. Aí estará o perfil da situação.

Quem fala em fazer marketing, contratar esse serviço pode não saber como, mas tem em mente o que quer ao final, não sabe quanto vai gastar, nem o que vai fazer, se precisará se transformar, quais estratégias seguir, às vezes tem ideias, mas nem sempre compatíveis com o objetivo final. O planejamento de marketing é a somará tudo isso.

Por isso quando ouvi que o Finasa disse que não tinha retorno em patrocinar o time de vôlei de Osasco me perguntei onde estava a pessoa responsável pelo marketing, será que eles achavam que por o nome na camisa seria o suficiente? E o resto? O time de vôlei mais tradicional do vôlei brasileiro não tem sequer um site na internet. E quanto a quantidade de jogos na final? Não teriam os times em conjunto com os patrocinadores reinvindicar mais aparição na mídia, mais jogos? Eu verdadeiramente não sei. Por isso disse que no post anterior que gostaria de ser igual ao Leonardo e também de ver mais gestores, mais pessoas de visão, com idéias para mudar.

...e como nem tudo está perdido deixo os parabéns para a Supergasbras patrocinadora da dupla Juliana e Larissa, após a vitória no sábado Larissa agradeceu pois mesmo com a contusão da parceira a empresa não desistiu e continuou no apoio.

Final de semana vitorioso para o vôlei de praia do Brasil. São 150 títulos mundiais no Circuito de praia e apesar de muitas duplas boas deu Ricardo e Emanuel, eles continuam firmes e segundo a declaração de Ricardo eles tem o objetivo de serem campeões novamente.

A gente torce pela renovação na praia, mas não dá pra deixar de torcer pelos nossos campeões.
Boa semana!

13 abril 2009

Coisa de um torcedor indignado


Se fizessem uma pesquisa para saber qual time mais toma gol depois dos 45min do segundo tempo, nos acréscimos, daria São Paulo com certeza. Fala muito sério!!!

Claro que nós são-paulinos não ficaríamos tristes em ser campeões paulistas, mas a gente não liga se ganharmos a Libertadores da América, somos até capazes de esquecer que estamos jogando o paulistinha.

Miranda( foto) foi um gigante, é o nosso melhor zagueiro, é tranquilo, organizador e xerife. Sentiremos falta do André Dias com certeza.

Quanto ao Rogério Ceni, tirando os são-paulinos ninguém mais pode falar dele. Falhou sim e daí? O São Paulo não perdeu por causa dele, nem quero falar o porquê, mesmo porque eu não sei e queria perguntar: Jorge Wágner dá pra você dar um bicão na bola da próxima vez? Ainda mais aos 47min do segundo tempo... Isso sem dizer que a falta que originou a expulsão do André Dias surgiu de um passe errado também do Jorge Wágner... que maré!!!

Agora que venha o jogo do Morumbi, o meu time é imprevisível, pode jogar bem e perder. Jogar mal e ganhar. Dificil mesmo é jogar bem e ganhar, uma lógica meio sem explicação.

No mais, estamos nos organizando para assistir a Liga Mundial de Vôlei no Ibirapuera. O técnico Bernardinho já convocou a seleção para os jogos de estreia( que saudade do acento) em São Paulo no mês de junho. Vamos?

Foto: www.globoesporte.com

06 abril 2009

Inusitado


Eu já nadei muito na vida. Quando olho para trás e lembro que entrei na piscina com 7 anos e sai com 14, quando fui estudar na CEFET...

Eu me lembro bem da época em que nadava. Eu era considerada uma atleta amadora. Eu nadava bem, mas tinha gente que nadava muito, muito,( e muito, viu?) melhor. Foi a época em que o Gustavo Borges ganhara prata em Barcelona. Para aquele grupo de "treinamento" de natação aquela medalha era nossa. Com certeza. Afinal, a gente corria na praia, alongava quase por uma hora, depois era uma rotina de treino de mais de 5.000 metros diários de natação. Todo dia.

Hoje, bem mais de 10 anos depois nas lembranças da " natação" sempre sai uma frase assim: "Nossa, só de pensar no que eu fazia eu já fico cansada." Hehehe

Um dia depois do Cesar Ciello ter ganho a medalha de ouro em Pequim, no Orkut, na página desses nadadores do passado, tinha algo falando da vitória. Era como se a nossa natação estivesse de volta.

Não nadar era estar incompleto. E como tinha gente que levava isso a sério. Eu nunca fui de competição, não gostava e nem fazia questão, sempre fui mais torcida, mas vi meu grupo competir nos jogos do interior, em campeonatos paulistas de natação, em travessias gigantescas... Eu nunca gostei de competir, sou mole, mole... eu só queria nadar, sentir a água, naquela época eu até tinha marca de sol e parecia que eu morava no litoral.

Todo mundo tinha que ter a oportunidade de praticar algo: natação, vôlei, karatê, futebol de salão... enfim, quaquer coisa. O resultado é pra vida toda.

No Mundial de Vôlei de praia que eu assisti no Guarujá ano passado eu vi um garotinho de uns 10 anos perguntando como se marcava ponto. Ele nunca tinha visto. E olha que vôlei hoje é um esporte "quase" popular no Brasil.

23 março 2009

Vejamos


O final de semana esportivo

No vôlei de praia a volta de Juliana, ao lado da parceira Larissa, jogou quase como nos velhos tempos, depois de ter ficado de fora das Olimpíadas por causa do joelho, nossa principal dupla feminina está de volta. E promete muito...

No vôlei masculino as duplas estão bem equilibradas, além dos nossos campeões Ricardo e Emanuel, a dupla medalha de prata Márcio e Fábio Luiz, temos as parcerias formadas pelos Pedros, por Harley e Alison e claro o veterano Franco com Nalbert. Foram 3 etapas e 3 diferentes campeões. O que mostra equilíbrio. Na etapa de Curitiba Márcio e Fábio Luiz ficaram com o ouro, vale destacar a contusão de Pedro Solberg que impediu que a dupla jogasse a semi-final e a disputa do terceiro lugar.

Na praia ainda falemos de Sandra Pires que e aposentou, se no futebol e na vida a gente pendura as chuteiras, no Vôlei de praia a gente faz o que?


Conforme nota no site da Confederação Brasileira de Vôlei ela foi a primeira mulher brasileira a entrar com uma bandeira em Olímpiadas e depois a ganhar ouro ao lado de Jaqueline. Emanuel - campeão olímpico em Atenas/2004 e medalha de bronze em Pequim/2008 - lembra com alegria os momentos que passou com Sandra no ambiente de três Jogos Olímpicos (Atlanta, Sidney e Atenas). “Ela foi uma fonte de inspiração para os atletas mais jovens. Quando ganhou o ouro em Atlanta era bastante jovem. A Sandra foi o exemplo perfeito de que não tem idade para ser uma campeã e de que somente experiência também não faz um campeão”, destaca o paranaense. ( fonte: Imprensa CBV).

No futebol, desculpem mais torci pelo empate no clássico paulista, o empate não veio, mas pelo menos o gol foi de outra pessoa, assim teremos uma semana esportiva onde todos são destaque e não apenas o Ronaldo, eu concordo que ele seja fenômeno, mas devagar, né?

Mas mesmo que ele tivesse brilhado desta vez foi a torcida do Santos que quis tumultuar, que vergonha. É melhor até dar pouco ibope para isso.

Não assisti o São Paulo jogar, mas as cotoveladas passaram na TV - instinto violento tem esse povo. Depois reclamam do torcedor.... Isso porque já é segunda e a vida continua...

15 fevereiro 2009

Polêmica, futebol e escolha da vida.


Eu não vivi o futebol nos anos passados, eu vivo hoje e hoje eu não vou ao Estádio assistir um clássico paulista. Se vou ao Morumbi não ando com a blusa do São Paulo nas ruas da cidade, porque tenho medo de encontrar um corinthiano, um palmeirense ou outro que não seja fã da liberdade de expressão e que queira me convencer na marra a torcer pelo time deles, e não pense que eu não acho que o inverso também é verdadeiro, poderia ser um corinthiano ou um palmeirense que encontrasse um são-paulino, afinal, incoerência e maldade não tem time, da mesma forma que não tem endereço e nem hora para acontecer.

A solução encontrada na Europa e em diversas cidades do mundo foi fazer jogo de uma torcida só ou com um número limitado de pessoas. Claro que é bonito o estádio dividido, é emocionante, mas hoje é fora da realidade.

A imprensa é livre para dar a sua opinião, como eu e você também somos, mas colocar fogo no jogo como foi feito a semana toda porque o São Paulo apenas pegou para si o que é seu: O Morumbi. Sim, o Morumbi é nosso. Como o Palestra é do Palmeiras e a Vila Belmiro dos Santos. Não me venham dizer que foi irresponsabilidade, foi provacação, foi isso ou aquilo. Não. Foi uma mudança. Uma escolha. Afinal, o São Paulo criou o espaço Visa para administrar o estádio e está seguindo uma tendência mundial, fez venda promocional e casada dos primeiros jogos da Libertadores e alguns do Paulista. Já havia vendido mais de 30.000 ingressos, aí só porque é a torcida do Corinthias o time deve deixar o torcedor de lado e agradar o time adversário?

Uma coisa é aquilo que sonhamos e idealizamos, outra é a realidade. Ao invés de vermos festa no estádio, vemos guerra e isso não vai mudar só porque nós temos fé, boa vontade e Deus no coração, nem polícia segura uma torcida raivosa sem confusão. Uma pena. Sou a favor da limitação. Em prol da vida e da harmonia.

Nunca tive coragem de ir ver o São Paulo aqui pertinho, na Vila Belmiro. Como não me imagino vendo nenhum outro clássico. Só vou em jogo de Libertadores contra um time de bem longe, porque sei que é jogo de uma torcida só. Tenho medo. Clássico ao vivo, só sul-americano, como São Paulo x Boca.

Repito. Acho uma pena não termos divisão no estádio, mas pela paz e pela harmonia opino pela limitação. É só uma questão de costume. O que vocês acham?

07 fevereiro 2009

Rei da praia


Eu gosto de vôlei de praia, acho um esporte envolvente e de pura superação. Na correria do dia a dia tinha deixado para lá e voltei quando assisti a Etapa brasileira do Circuito Mundial, no Guarujá.

Hoje estava em casa e pude acompanhar o Rei da Praia.
O torneio é curioso, pois apesar das duplas, a classificação é individual.

O Franco deve ser um cara admirado entre eles, pois fora de quadra acho que ninguém discorda dele ser incrível: 42 anos e jogando como um menino. Como ele agita, pede apoio e contagia.

Ver o Emanuel chamando o Harley para o jogo e vibrando e virando um jogo quase perdido é entender porque ele é um campeão nato. Depois levou Pedro Solbergue para a decisão.

Ricardo na sobrevida, num sol escaldante e se recuperando de uma virose somando a experiência a juventude de Pedro Cunha foi emocionante.

Márcio com muito profissionalismo, sem chances, ajudou Cunha a vencer a partida decisiva, contra duas feras: Franco e Ricardo.

O sol é quente, Ipanema está fervendo, a temporada prestes a começar, uma nova parceria está momentaneamente separada pelo Rei da Praia, dos dois lados: Pedro, de um Solbergue: campeão mundial. Do outro Cunha: paixão, garra e muito talento no que faz.

Torcida?
Para que a dupla dê certo no futuro, afinal são jovens e tem muitas olimpíadas pela frente e o Brasil merece ouro.
Amanhã? Não sei como se formarão as duplas mas eu aposto em Cunha pela ousadia e por todo o resto que eu já disse.
Bom domingo! E Boa torcida no Rei da Praia.

foto: www.reidapraia.com.br/2009 - Os dois Pedros

21 dezembro 2008

RETROSPECTIVA 2008

Mais uma vez convido à todos para pensar comigo, agora sobre este texto do jornalista Juca Kfouri publicado na folha de São Paulo, se de um lado exaltamos a nobreza do brasileiro, de outro sentimos vergonha de tanta gente cara de pau que vive de levar vantagem e acha tudo muito bonito porque realmente se acredita esperto.
Apesar de tudo isso, não devemos desistir.

UM PAÍS SEM VALORES - JUCA KFOURI -Folha de São Paulo


A MELHOR imagem do Brasil em 2008 é a pior imagem do Brasil em 2008: a imagem do roubo de mantimentos enviados para socorrer os flagelados de Santa Catarina.

Até então, quem sabe, a melhor imagem era a de César Cielo emocionado no lugar mais alto do pódio em Pequim. Ou a de Maurren Maggi, na mesma altura. A das meninas do vôlei também era forte candidata, por tudo o que significava de virada, assim como a da saltadora. Mas não.

Nada mais revelador da alma brasileira do que aquele pessoal surrupiando o fruto da generosidade de alguns em proveito próprio. E, não tenha dúvida, na complexidade da alma brasileira, alguns dos larápios seriam também capazes de fazer doações para serem apropriadas por outros semelhantes. Ora, afinal, pensou um deles, "este tênis aqui é bacana demais para dar para um desabrigado que está precisando mesmo é de uma galocha".

Já o outro achou que "esta camisa é muito elegante para quem não tem nem onde morar e dá pena pensar em vê-la toda amarfanhada. Nem vai durar...". Mais ou menos como achar legal ganhar um jogo com gol de mão, em impedimento e no último minuto.

Ou não se importar que as pessoas se perpetuem no poder, ainda mais se fizerem algo de bom, mesmo que roubem. Porque fazem, né não? Pois não é que neste país se assiste num ano ao escândalo do Pan-2007 e se aplaude a candidatura olímpica na temporada seguinte? Até se bajula a filha do cartola que virou cartolinha para fazer a Copa do Mundo com o nosso dinheiro!

Talvez por isso a melhor frase do esporte nacional em 2008 tenha ficado praticamente inédita até hoje, dita, em Pequim mesmo, pelo jornalista Roberto Salim, da ESPN Brasil, ao ministro do Esporte, Orlando Silva Jr.: "Você envergonha a sua raça, o seu partido, o esporte brasileiro e todos os que acreditaram em você".

Porque também são raros os brasileiros capazes de externar sua indignação com tamanha clareza. A regra é ficar inconformado com o que houve em Santa Catarina, mas fechar os olhos quando em troca de um privilégio, seja de que ordem for, algo que os meios de comunicação também fazem.

Tanto que, por exemplo, Dunga apanha mais por suas qualidades do que por seus defeitos, embora tenha trocado algumas delas para sobreviver na função. E que ninguém imagine que aqui esteja sendo feita a apologia do brasileiro perfeito, ou do homem perfeito, porque certas ilusões, nestas alturas, não cabem mais.

Apenas se constata que de nada adiantam surtos de indignação quando a prática diária é a de empulhação. A de levar vantagem. A de mentir. De se juntar com quem não presta para se dar bem, porque o mundo é assim mesmo. A de querer o cara no time, não para casar com a filha. Só que esses caras são tão envolventes em sua falta de compromissos morais que terminam se casando com as filhas dos espertos e acabam por fazer um país. Um país de Macunaímas.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk2112200815.htm

SÃO PAULO, 21/12/2008 21:37 - Swim It Up! Clipping, Folha de S.Paulo

10 abril 2008

Fala ´serio!!! Quanta criatividade!!!

O que aconteceu no CCT tricolor - versão censurada

postado por Mauro Beting

O jornalista deve buscar a melhor versão possível dos fatos.

O jornalista que publica "a verdade" de um fato, qualquer fato, começa faltando com a tal "verdade".

Existe a minha "verdade", a sua "verdade", a dos outros.
Todas respeitáveis, por mais absurdas. Ou "mentirosas".

Na Sexta-Feira do Terror (buuuu!) na concentração são-paulina, o nosso André Kfouri publicou a versão verosimílima do caso.
Ou, no caso, a melhor versão possível.

Não a "verdade".
Porque ele não estava lá.
E, quem estava, pode querer contar a sua "verdade". Ou dar uma versão parcial. Ou apenas incompleta. Passional. Política. Escapista.

Mal sabemos o que se passa com a gente e com a nossa casa. Imagine com a dos outros.

Honestamente, já ouvi todas as versões possíveis.
E, confesso, nenhuma me pareceu razoavelmente completa.

Agora, seja qual for, e daí?

O São Paulo já os afastou.
Abafou o caso - mais mal que bem.
E bola pra frente, segue o jogo.


***
ADENDO-1:
Os textos abaixo não são uma crítica. E, sim, uma autocrítica.

ADENDO-2:
1. Não gosto de fofocar, muito menos criar intriga.
2. Os textos abaixo são uma brincadeira. De mau gosto. Como toda a história. E as versões dela.
3. Em 2007, uma versão virou "verdade" e quase acabou com um casamento e com o elenco são-paulino. Ao final, Tricolor bicampeão.
4. A crítica embutida nos textos abaixo é para nós jornalistas, e para eles, cartolas, treinadores e atletas. E para todos nós que amamos futricar.
Só isso.
Foi no São Paulo. Poderia ter sido no Palmeiras, no Flamengo, no XV de Presidente Timóteo. Ou na minha casa. Ou na sua.

Divirta-se. Ou não.


Como solerte jornalista, tive acesso a algumas versões verossímeis, embora ficcionais:

Uma me foi passada por um famoso jornalista esportivo:

“Ao chegar 3 horas e meia atrasado para a concentração, Carlos Alberto ficou sabendo que seria multado em 145% dos salários de junho - de 2014. Irritado, tentou atropelar Marco Aurélio Cunha. Por sorte do superintendente tricolor, a suspensão do jipe de Carlos Alberto é muito alta e ele passou por cima do ortopedista, mas sem atropelá-lo (por motivos sabidos).

Ao ouvir o barulho, Rogério Ceni se adiantou, saiu correndo da meta, e conseguiu jogar o doutor para o lado; ainda chutou com efeito o pneu traseiro do jipe, que capotou 17 vezes.

Alguns jogadores do elenco acharam que o capitão só fez isso para aparecer, e para mostrar que o rei ali era ele, e não Adriano, que, no momento, estava relaxando na banheira do CCT, mas que estava cheia de sakê, não de água...

Richarlyson se irritou e foi reclamar com Muricy, que resmungou, não quis conversa, e disse que não era pago pra tratar daquele assunto.

O presidente do São Paulo saiu de sua sala, jogou três cubas de gelo no chão, ligou pra Juan Figer, e, possesso, apalavrou a contratação de dois jogadores do Real Madri para junho. E mais Henrique, Diego Souza, Valdivia e Marcos (para a reserva de Rogério), que serão apresentados à imprensa no intervalo do segundo jogo das semifinais.

Fábio Santos só apareceu no CCT meia hora depois, com duas carabinas, três pistoleiras, sete ex-BBBs, quatro ex-namoradas de jogadores do Corinthians e do Palmeiras, e uma ex-namorada de 19 jogadores do Sertãozinho.

Todos num jipe que ele havia acabado de bater no poste, logo depois de fazer rolo com um vizinho de um vendedor de carros amigo de um parceiro empresário de casa noturna que pertence à amante do dealer - cuja mulher é sobrinha de um conselheiro são-paulino que é financiador do Al-Qaeda e empresário do grupo Sambosta, cuja assessora de imprensa é filha da sogra de um conselheiro da oposição, que estaria devendo no jogo para um contato de um guerrilheiro taliban infiltrado na Yakuza.

Ao perguntar contra quem seria o jogo de domingo, Fábio Santos recebeu como resposta de Carlos Alberto que seria contra o Moleque Travesso. O volante ficou irritado, acho que CA estava falando dele, pegou uma das carabinas, e começou a atirar no meia. Por sorte, a pontaria de Fábio Santos teve a precisão de seus passes e Carlos Alberto escapou ileso.

Porém, algumas balas chegaram à Academia do Palmeiras, que pediu mais um laudo para a PM, agora vetando treinos e concentrações na Barra Funda. Marco Polo Del Neto ficou de estudar".

* * *

A outra versão é da direção do São Paulo:

“Ao chegar ao CCT meia hora antes do horário previsto, como é hábito de todo o elenco, Fábio Santos estranhou que a vaga do estacionamento ao lado estava vazia. Cismado, foi até a portaria e perguntou quem ainda não havia chegado, faltando apenas 30 minutos para o horário marcado!

Como o São Paulo é um exemplo de administração reconhecido pela revista Forbes, o porteiro tinha o GPS de todos os carros dos atletas, e, rapidamente, constatou que Carlos Alberto é quem estava faltando, e que estava com o veículo parado em região de farta comercialização de pombinhas.

Preocupado com o companheiro, Fábio Santos pediu autorização para procurá-lo. Três vans de diretores são-paulinos o acompanharam, igualmente sobressaltados. Os outros 19 adjuntos continuaram na concentração do clube, tomando cuidado dos mínimos detalhes, e já planejando a temporada 2010.

Ao chegarem ao bas-fond, todos se aliviaram ao ver Carlos Alberto distribuindo marmitas para os necessitados. Satisfeitos com a benemerência de seu jogador, a delegação voltou ao CCT, onde serviram sopa para o atleta, e duas horas de Reffis para os desabrigados.

A única altercação ocorrida naquela noite, antes da oração ecumênica, foi quando dois ex-guerrilheiros das Farc que faziam fisioterapia no Reffis reconheceram dois mafiosos de Nova Jersey que moram no Reffis, num convênio entre o São Paulo, o FBI, o governo dos EUA, a Nasa e a Fundação Nobel para a proteção de testemunhas.

Um deles teria berrado para outro refugiado tibetano:

- Bin Laden, você não é corintiano?

Infelizmente, a partir dessa desinteligência, as coisas não ocorreram como deveriam.

Mas já está tudo solucionado com rapidez, como do feitio da história, das tradições e da ética dos cardeais são-paulinos:

Todos os participantes dos episódios foram multados em 29 dias.

Mas, por ser um clube-modelo, o São Paulo não irá mandar a conta para as famílias.
E ainda irá pagar pelas despesas funerais dos envolvidos".