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09 março 2011

Mulheres e futebol

 Novela? Que nada eu quero é ver gol, acompanhar as rodas... Torcer, secar...
 Esse texto da minha querida parceira Ragazza merece ser republicado, pela genialidade e pela sinceridade das palavras, nada mais de mulher perguntando porque o goleiro pode pegar a bola com as mãos. Acompanhem, texto publicado no Apenas Um Ponto Esportivo.

Pitacos Femininos: Hoje é nosso dia e tem verdão!!!! - 08/03/2010 - Por Wanessa Ragazza


Hoje é o nosso dia, dia das mulheres, e tudo que nós queríamos era ser respeitadas como mulheres e com os mesmos direitos e privilégios de vocês homens.

E lutamos pra isso, quer ver?

Hoje podemos discutir futebol, sem ouvir aquela piadinha velha, Mulher vendo futebol – "Porque só aquele homem ta vestido de preto", lembra da propaganda?

Pois é não precisamos mais mentir que gostamos de futebol porque os jogadores têm coxão. Agora discutimos esquemas táticos.

Não precisamos mais ficar na frente da TV, nós podemos ir ao estádio ver nosso time jogar, e até podemos xingar o arbitro, não é fantástico?

Ora vejam só, não ficamos mais de fora dos papos no boteco após um clássico estressante, e até bebemos com vocês a tal "loira gelada"...

E cá entre nós, que loira!! rsrs

Novela? Que nada eu quero é ver gol, acompanhar as rodas... Torcer, secar...

Podemos até usar a camisa do nosso time... Que conquista!

Desejamos a mesma coisa que os homens; desejamos vitórias, canecos, títulos..

Podemos vibrar, chorar, sorrir e gritar ...

Podemos nos emocionar com futebol... Que maravilha!

Mas queremos respeito!

Passeio em família, que tal no Palestra, Morumbi, Mineirão, Engenhão, Maracanã, Beira Rio, Olímpico, nos Aflitos ou na Ilha do Retiro.. O que importa? Estamos sempre lá presentes...

Mas gostamos de banheiros limpos, por favor!! rsrrs

Que bom que as coisas mudaram, que bom que temos até apresentadoras em programas esportivos, e melhor, discutindo futebol... hahaha!! Será que meu avô imaginaria isso?

Temos bandeirinhas e arbitro mulher... Quanta evolução!!

Que bom que temos a Marta, a Cristiane entre tantas outras..

Que bom que os tempos realmente mudaram...

E o futebol é um ótimo termômetro pra medir isso

Estamos cada vez mais nesse mundinho que um dia foi masculino...


E sabe o que é o mais bacana disso tudo?


É vocês homens nos receber tão bem...

E ainda temos a vantagem de ser tratadas com respeito até pela torcida adversária...rsrrs

Tenho que agradecer as centenas de mulheres que morreram queimadas nessa data, só porque queriam “direitos de igualdade”.

E tenho que lamentar países que ainda tratam suas mulheres muito mal.. É triste!!

Parabéns todas as mulheres que não se intimidam em falar de futebol!!

Viva os 100 anos do dia Internacional das Mulheres!!
Continua.... 

20 junho 2009

Muricy, 12/2006 - 06/2009

Acho que esta coluna disse exatamente o que eu sinto sobre a saída do Muricy: é uma mistura de agradecimento, dúvida e certeza de que era o momento.


por Mauro Beting, no Lancenet

Campeão do Brasil em 2006 com um elenco que já havia vencido quase tudo em 2005. Bicampeão brasileiro como raros na história nacional. Único tri nacional, em fantástica recuperação no returno. E tudo isso mesmo longe de ser unanimidade, mesmo sem ter um elenco como o de Telê Santana, um de seus mestres. Mesmo perdendo de goleada a semifinal do SP-07, em casa; mesmo perdendo outra semifinal para rival, em 2008. Repetindo a dose com duas derrotas em 2009 para outro figadal rival, quando tinha um elenco melhor, maior e mais entrosado para encarar a temporada.

Não falo da Libertadores perdida para o Inter, em 2006. Da precoce eliminação em 2007 para o futuro vice Grêmio. Para a derrota na última bola para o futuro vice Fluminense, em 2008. E das duas derrotas para o forte Cruzeiro, em 2009, depois de uma primeira fase capenga, e uma classificação para as quartas-de-final no W.O. Derrotas definitivas para encerrar o ciclo vitorioso de Muricy no Morumbi. Quase um anagrama. Certamente, a casa do treinador, ex-jogador da base, prata e fruto de tudo de ótimo que tem feito o São Paulo nos últimos 40 anos.

Mas tem hora para tudo. Sobretudo no futebol brasileiro. Mestre Felipão ensina há anos: treinador no Brasil tem prazo de validade. Para ele e para o clube. “Quando os jogadores aprendem nossos truques, as horas em que ficamos bravos de mentirinha, é hora de sair”. Talvez fosse realmente o momento. Ainda mais porque Muricy não tem a capacidade de Felipão de desanuviar o vestiário. Falta ao ex-tricolor o cafuné que tão bem sabe fazer Scolari. Muricy, como ele mesmo diz, não tem “conversinha”. Em determinados momentos, para determinados casos, o papo é mais que essencial. Essa DR (discussão de relacionamento) é básica. Não teve. Agora, não tem mais papo.

Os não poucos detratores de Muricy têm razão quando dizem que, em 2009, ele tinha elenco para não precisa improvisar, para achar logo uma formação, para tentar ganhar tudo que disputasse. Mas, na boa, quem consegue ser tetra brasileiro? E com um elenco, sim, mais forte – mas não uma seleção. Até porque, com a queda de rendimento de alguns como Hernanes e Jorge Wágner, e com a contusão de Rogério Ceni (por melhor que seja Denis), não há técnico que dê jeito.

Mas não teve Muricy mais tempo para treinar que qualquer outro (pelo W.O. do Chivas?). Sim. E ele sabe mexer e mudar o time com treino… Ou sabia. E aí entra a participação da diretoria ao encerrar o ciclo de 139 vitórias, 67 empates e 46 derrotas, com ótimo aproveitamento de 64% em 252 jogos. O desgaste era óbvio, desgastado até nas arquibancadas quase sempre fieis ao treinador.



Culpa do Muricy? Culpa do elenco? Culpa da direção? Culpa do Cruzeiro? Culpa do Corinthians? Culpa do Inter que disparou? Culpa de Cotia “sub-aproveitada”? Culpa dos reforços de 2009? Culpa das pretensas estrelas do elenco? Culpa de Hernanes? Culpa do tornozelo de Rogério? Culpa do Leco? Culpa dos atacantes que reclamam? Culpa de Jorge Wágner? Culpa de Aislan que não tem chance? Culpa de Dunga por chamar Miranda?

De todos eles um pouco. De alguns mais. Mas, mais que tudo, culpa do tempo que fratura, que fatura, que fritura. Num ambiente de tanta pressão, de tanta paixão, a queda é tão rápida quanto a ascensão.

Eu, aqui de fora, ainda tentaria manter Muricy até dezembro (para conversar depois). Eles, lá dentro, os diretores, sacam coisas que não vemos, que não ouvimos, que não sentimos. Talvez tenham mesmo razão de acabar com algo que o tempo terminou. Algo que o São Paulo não fazia desde 2003, quando demitiu Oswaldo de Oliveira. Desde então, troca de treinador só por saída dele - a dupla Roberto Rojas e Milton Cruz sabia que não permaneceria ao final daquela temporada, quando foi substituída por Cuca.

Mas, se o tratamento de choque é esse, o novo treinador que chegue com carta branca para dar cartão vermelho para quem bem entender no atual elenco. Não acho que tenha muita gente que tenha tentado derrubar Muricy. Mas, certamente, tem quem adorou. E quem gostou, esse precisa ser marcado a ferro e fogo. Ou levado direto para a fogueira. Das vaidades.

27 abril 2009

Quando eu crescer


Ontem quando assisti a entrevista do Leonardo no Esporte Espetacular fiquei com aquela sensação de que é isso que eu quero ser quando crescer. Como assim?
Gosto de gestão, de planejamento, de marketing, de pessoas... É muito bonito ver uma pessoa estudada, culta, inteligente fazendo colocações coerentes e o mais importante: deixando claro de que não são verdades absolutas e sim ideias para mudar, mudar uma administração retrograda, uma mentalidade paternalista, um comportamento amador, um jeito de coordenar sem planejamento, sem visão de futuro.

Leonardo causou polêmica querendo VENDER o Flamengo, tentou explicar e causou ira em muita gente, não digo que sou totalmente a favor do método, mas o objetivo é nobre e merece ser pensado:


" Leonardo, corajosamente, propõe que o Flamengo tenha um dono. Um sujeito que analise as contas e receitas e diga: “não, isso não pode. Quem está gastando mais do que a gente ganha? Quem está jogando o meu dinheiro no lixo”? Ou ainda: “O que é isso? Nós vamos comprar doze jogadores do mesmo intermediário? Quem garante que estes caras são bons de bola mesmo? Se não derem certo quem paga o prejuízo”? E que tal: “Fulano ganha 190 mil por mês?? Quem foi o louco que propôs este salário a um jogador que não rende nada”? Eu ainda poderia lembrar aqui: “O que? O nosso gerente assinou um contrato de dois anos com o treinador que ele acaba de demitir? E isso significa que nós ainda vamos ter que pagar 16 meses de altos salários a um profissional que não trabalha mais no clube? Para a rua com este gerente”. Resumidamente e, obviamente simplificando um bocado, é isso. Sport TV - Expresso da Bola


Para quem quiser ler na íntegra a entrevista basta entrar no blog Expresso da Bola e depois vale conferir a resistência descrita no site do Lédio Carmona

Para concluir eu digo que toda meta tem que ter um planejamento, o mundo é dinâmico, a economia é maluca, futebol movimenta muito dinheiro, envolve muita paixão, mas dava para ser mais racional e mais empresário para gerir o futuro e a relação com as pessoas, essas, ao contrário do que muita gente pensa é parte de qualquer marca.

13 abril 2009

Na torcida por nosso capitão



Como ficar sem Rogério? A torcida do São Paulo não sabe o que é isso. Não importa se a fase é ruim, se ele não está numa boa maré, ele é o Rogério. Nosso capitão, ídolo, goleiro, artilheiro, torcedor.... Rogério é chato sim, mas faz por onde: treina, luta e ama como ninguém.

Depois de tanta gente falando, se eu acreditasse em olho gordo diria que assim foi: secaram tanto que ele se machucou e tão feio que está fora da Libertadores e do Paulistinha.


Li um texto muito bom no Blog Rola a Bola e estou retransmitindo pra vocês: por Cézar Vouguinha Cunha

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A dor de um ídolo

Quando Rogério Ceni entra em campo, não entra apenas um jogador de futebol. Entra em campo uma personalidade admirada, um grande campeão. Uma verdadeira história vestida com uniforme, chuteira e luvas.

Mas essa carreira vitoriosa de amor ao Tricolor Paulista fez de Rogério Ceni uma figura de tanto respeito e idolatria que o capitão do Morumbi tornou um super-herói do clube. Com seus poderes fantásticos e indiscutíveis, Ceni levou o São Paulo a todos os títulos possíveis para o clube. Vieram Brasileiros, Libertadores, Mundial e várias outras conquistas.

Se fosse costume contar as defesas importantes como se fossem gols, Rogério estaria beirando os incríveis números de Romário e Pelé. Sem contar a perfeição para cobrar faltas e pênaltis, que fazem do craque o maior goleiro artilheiro da história do futebol mundial. Além destas habilidades, Rogério anda revolucionando a posição mais sacrificada do futebol. Com ele, o goleiro não só defende como também ataca marcando gols. Como se não bastasse, ele faz do goleiro um novo líbero na equipe do São Paulo. Ele já foi responsável por diversas assistências que se não resultaram em gol são-paulino, levaram perigo aos adversários. E esses passes magistrais partem de sua área normalmente... Ceni é mesmo um goleiro abençoado. Não só nas mãos como nos pés...

Diante de tantos super-poderes, parece impossível vê-lo fracassando. A imagem de herói acabou fazendo os torcedores esquecerem que ele é feito de carne e osso. Pode não ser um simples mortal, mas é humano como todos nós.

Rogério é vulnerável a erros. Rogério também chora. Rogério também machuca... E se alguém não acreditava nisto, nestes últimos dias viu que a fase não é das melhores. Um frango histórico pela Libertadores, erros no clássico contra o Corinthians e hoje uma gravíssima contusão, que o afasta dos gramados por quatro meses. Com isso caso o São Paulo vença a Libertadores e o Campeonato Paulista, quem irá erguer a taça não será o grande capitão Rogério Ceni, pois ele não jogará mais nessas competições.

Já estamos tão acostumados, que como iremos explicar para os pequenos tricolores, grandes fãs do craque, que o grande Rogério não jogará durante tanto tempo? Como ver a escalação do São Paulo e não ver o nome mais comum entre os titulares? Como procurar no campo, a camisa com o número diferente (01) nas costas do goleiro? Além de tudo isso o São Paulo perderá um excelente líbero, um grande artilheiro, um fantástico capitão e um excepcional ídolo nos próximos meses... Ah, já ia me esquecendo... Perderá também o melhor goleiro do Brasil!

Cézar Vouguinha Cunha

Ilustração: Baptistão http://baptistao.zip.net/

http://www.blogrolaabola.blogspot.com/

28 fevereiro 2009

Um mito até na Itália




No mínimo muito chique.
Daqui a alguns anos poderemos dizer: Eu vi o Rogério Ceni jogar. Eu vi o gol que ele fez no Mineirão tornando-se o goleiro artilheiro. Eu vi quando em Tóquio ele fechou o gol e o São Paulo foi Tri.
Eu ainda vi quando ele, mesmo fora da partida, esteve no Morumbi para exercer sua liderança com o grupo.
Também vi quando ele chorou por estar fora por contusão.
O Rogério não é perfeito, falha como todo mundo, mas é uma paixão dentre os torcedores do São Paulo, é sinônimo de amor pelo que se faz, de paixão pelo clube que defende.
Você nunca viu Rogério envolvido em escandâlos. Sabe pouco da vida pessoal dele. Talvez nem saiba que ele é casado e tem duas filhas gêmeas, porque quando o assunto é Rogério, ele fala de futebol, de São Paulo e de vencer. Porque vitoriosos falam de vitória.
Ah... quem ama também é ancioso e perde o sono na vespéra de um grande momento. É só um pouco do ídolo tricolor.



E como se não bastasse, o Jornal La Gazzetta dello Sport - italianíssimo. Publicou matéria sobre ele, sobre o que eles mesmo chamaram de MITO.

Segue texto (e tradução) do texto de destaque da matéria do jornal italiano sobre Ceni:

Título original: “l portiere del San Paulo ha collezionato una serie di record che lo hanno consacrato come un vero e proprio mito nella storia del calcio mondiale. Conosciuto per la grande capacità realizzativa, rappresenta un’autentica bandiera per i tifosi del club paulista, per cui difende la porta da ben 17 anni.”

Tradução: “O goleiro do São Paulo já colecionou uma série de recordes que o tem consagrado como um verdadeiro mito na história do futebol mundial. Conhecido pela sua grande capacidade, ele representa uma autêntica bandeira para os torcedores do clube paulista, por qual defende a meta há 17 anos.”

Para ver a matéria completa, clique no link abaixo:
http://www.gazzetta.it/Calcio/Estero/Primo_Piano/2009/02/27/Ceni.shtml

Se eu falasse italiano traduziria tudo para vocês... Mas como não falo e pouco entendo copiei a tradução acima do blog http://colunas.globoesporte.com/danielperrone/2009/02/28/o-mito-no-la-gazzetta-dello-sport-ita/.

Para encerrar uma frase do Rogério:

“Eu não me sinto apenas um atleta. Eu sou um atleta do São Paulo.
Eu não trabalho aqui. Eu vivo isso aqui. Esse é o ponto.”
Rogério Ceni, em entrevista para a Revista FUT!

Por isso que todos os são paulinos repetem:

Todos os times tem goleiro. Só nós temos Rogério Ceni.



15 fevereiro 2009

Polêmica, futebol e escolha da vida.


Eu não vivi o futebol nos anos passados, eu vivo hoje e hoje eu não vou ao Estádio assistir um clássico paulista. Se vou ao Morumbi não ando com a blusa do São Paulo nas ruas da cidade, porque tenho medo de encontrar um corinthiano, um palmeirense ou outro que não seja fã da liberdade de expressão e que queira me convencer na marra a torcer pelo time deles, e não pense que eu não acho que o inverso também é verdadeiro, poderia ser um corinthiano ou um palmeirense que encontrasse um são-paulino, afinal, incoerência e maldade não tem time, da mesma forma que não tem endereço e nem hora para acontecer.

A solução encontrada na Europa e em diversas cidades do mundo foi fazer jogo de uma torcida só ou com um número limitado de pessoas. Claro que é bonito o estádio dividido, é emocionante, mas hoje é fora da realidade.

A imprensa é livre para dar a sua opinião, como eu e você também somos, mas colocar fogo no jogo como foi feito a semana toda porque o São Paulo apenas pegou para si o que é seu: O Morumbi. Sim, o Morumbi é nosso. Como o Palestra é do Palmeiras e a Vila Belmiro dos Santos. Não me venham dizer que foi irresponsabilidade, foi provacação, foi isso ou aquilo. Não. Foi uma mudança. Uma escolha. Afinal, o São Paulo criou o espaço Visa para administrar o estádio e está seguindo uma tendência mundial, fez venda promocional e casada dos primeiros jogos da Libertadores e alguns do Paulista. Já havia vendido mais de 30.000 ingressos, aí só porque é a torcida do Corinthias o time deve deixar o torcedor de lado e agradar o time adversário?

Uma coisa é aquilo que sonhamos e idealizamos, outra é a realidade. Ao invés de vermos festa no estádio, vemos guerra e isso não vai mudar só porque nós temos fé, boa vontade e Deus no coração, nem polícia segura uma torcida raivosa sem confusão. Uma pena. Sou a favor da limitação. Em prol da vida e da harmonia.

Nunca tive coragem de ir ver o São Paulo aqui pertinho, na Vila Belmiro. Como não me imagino vendo nenhum outro clássico. Só vou em jogo de Libertadores contra um time de bem longe, porque sei que é jogo de uma torcida só. Tenho medo. Clássico ao vivo, só sul-americano, como São Paulo x Boca.

Repito. Acho uma pena não termos divisão no estádio, mas pela paz e pela harmonia opino pela limitação. É só uma questão de costume. O que vocês acham?

07 dezembro 2008

É hexa!!!


Eu ia escrever... talvez escreva amanhã, em homenagem ao meu time, mas por enquanto convido a todos a leitura do blog do Mauro Beting
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Clube da fé - postado por Mauro Beting


Quando "o São Paulo não estava jogando porcaria nenhuma", nas palavras de Muricy Ramalho, a torcida muito bem acostumada a tantas taças não estava nem ali, no Morumbi às traças.

"Cansada"de títulos, farta com o magro futebol, ela tinha jogado as bandeiras no chão. Boa parte do bom elenco duvidava até da Libertadores – algo que parece tão sagrado e certo como caneco na galeria são-paulina. Nem o craque-bandeira Rogério sentia segurança defensiva, qualidade na armação, e eficiência no ataque. Se Grêmio, Flamengo, Cruzeiro e Palmeiras não tinham pose e pinta de campeão, o São Paulo parecia ter menos ainda. Com menos time que em 2006 e 2007.

Mas quem pode duvidar do Clube da Fé?
Quem ousa desafiar um campeão?
Um tri inédito na história do clube, um hexa inédito na história do Brasil?

Ninguém aprende o que deve com o São Paulo. Ninguém sabe como o São Paulo. Pode até não saber fazer melhor. Mas, certamente, erra menos que a concorrência.
Tem sorte de (tri-hexa) campeão.
Porque sabe fazê-la.

Mantém comissão técnica e filosofia campeãs desde 2003.
Uma direção boleira que não dá tudo que o técnico quer, mas dá ao treinador até o que cartolas menores querem cortar.
E tem um elenco que "não é um supertime" – na definição de Muricy; também porque jamais se acha tudo isso.

Logo, não se perde. Pela boca e na bola.

Mais que tudo, o São Paulo tem fé.
Acredita em todas, e ganha quase tudo.
Recupera-se numa tabela onde esteve a 11 pontos do líder para terminar o campeonato mais uma vez campeão, praticamente por antecipação.

Também porque se antecipa.
Planeja.
Não é o único que faz – também porque fez escola.
Mas é o melhor de todos. Ou o menos pior.
De tanto não errar fora, erra pouco dentro.
Nem sempre joga certo. Mas quase sempre não joga errado.
Empurra para os rivais os erros, emperra os adversários com um jogo duro, espanta quando chega à decisão. Mesmo mudando a base (apenas cinco titulares do bi são os bambas do tri), o Tricolor sabe decidir.

Porque mantém a fé nos pés, a crença no que cresce, a esperança da criança que é cada vez mais são-paulina pelo Brasil.
Como o Brasil é cada vez mais são-paulino.

Fé em Jorge Wagner, que superou drama particular para colocar as bolas nas cabeças certas.
Fé em Jean, desenganado depois de rodar o país, mais um talento recuperado por Muricy – como fizera com Hernanes em 2006.
Fé em Hugo, que estava fora do clube e foi chamado para arrumar um meio-de-campo trabalhador.
Fé em Dagoberto, que recuperou o futebol que quase perdeu no Paraná.
Fé nos gols do joga-quieto Borges.
Fé na categoria de Miranda, que perdeu quase dois meses por contusão, que voltou para não fazer mais o time perder.
Fé na recuperação técnica de André Dias.
Fé em tantos pés qualificados, em tantas mãos que são trocadas pelos pés com a categoria de Rogério Ceni.

Fé num clube que acredita.
Não como São Tomé, que só acreditava vendo. Mas como São Paulo, que chega a ser inacreditável de tanto que vence.

Publicado em www.lancenet.com.br/blogs_colunistas/mauro/

Foto: www.globo.com/globoesporte


07 setembro 2008

A despedida de Aloísio


Até logo!

Aloísio fez história no São Paulo. Simbolizou uma época de vitórias. Um cara simples e companheiro. Cheio de vontade de ajudar e fazer do grupo um pouco mais grupo, do time um pouco mais time e da história algo inesquecível para quem é torcedor do São Paulo, ou não.
Muito bacana a homenagem do Rogério Ceni para ele, entrando com a blusa dele em campo, lembrando a todos quem estava indo embora.
Quando fomos no Morumbi eu e a Rita tiramos foto no nº14, porque era do Aloísio.
A vida no futebol é assim. Uns vão e nunca se sabe quem vêm. O jeito é esperar. E torcer... Queremos Libertadores! Nada de Copa do Brasil.

Bom domingo.
Beijos!

08 agosto 2008

São Paulo Futebol Clube


Estou aqui para falar do São Paulo, mesmo depois da derrota para o Fluminense na última quarta eu fui para um programa bem são-paulino na quinta. Aventura.
Saí de casa as 6h50 da manhã, fui para São Paulo; estando no Jabaquara peguei o metrô até a Estação Paraíso, fiz baldiação para a linha verde, sentido Vila Madalena, desci na Clínicas e peguei um micoônibus 775f-10, acho que era isso.
Descendo em frente do Estádio Cícero Pompeo de Toledo, para um "Morumbi Tour"; achei muito interessante, parecia que o tempo era muito, mas não era. Parecia que já se conhecia tudo, mas não se conhecia.
Na Sala de imprensa é fatal você " se achar" dando entrevista, no vestiário fazendo pose, fotos, fotos e mais fotos...
Tudo tem as cores do São Paulo, tudo tem o símbolo do time, falando como publicitária e marketeira é um grande trabalho de imagem. Até no banheiro, os azulejos são em três cores. A cabine dos guardas é pintada de vermelho, preto e branco.
Um grande trabalho de imagem, de marketing e de organização.

12 julho 2008

Aristizábal dá adeus ao futebol


Eu gostava dele, achava ele muito divertido e a dupla Dodo e Aristizabal era uma dupla muito acertada, bons tempos aqueles... Depois ele foi pro Santos e pro Cruzeiro, mas aquele nome ficou ali... Segue abaixo texto extraído do Lancenet

Aristizábal dá adeus ao futebol - postado por Fábio Lima
( Blog Soy louco por ti America)

O atacante colombiano Aristizábal vai se despedir do futebol neste sábado. Representando o Atlético Nacional - seu clube atual, que também o revelou -, Aristi vai disputar um amistoso entre amigos e grandes estrelas do futebol Sul-Americano. Francescoli, Valderrama, Asprilla e cia entrarão em campo para saudar o artilheiro.

A grande ausência da noite será Dodô. O Fluminense não liberou o jogador brasileiro, fato que deixou Aristizábal bastante irritado.

- A ausência de Dodô é uma lástima. A direção do Fluminense foi infeliz. Eles não sabem o que significa o futebol para os jogadores, não sabem o que é amizade e só pensam em dinheiro. Fiquei extremamente magoado - desabafa.

Veja as equipes:

Amigos do Atlético Nacional:

René Higuita; Luis Fernando Chonto Herrera, Luis Carlos Perea, Víctor Marulanda, Diego León Osorio, Mauricio Chicho Serna, Leonel Álvarez, Enzo Francescoli, Alexis García; Faustino Asprilla y Víctor Aristizábal.

Amigos do mundo:

Farid Mondragón, José Fernando Santa, Mario Alberto Yepes, Jorge Bermúdez, León Villa, Harold Lozano, Carlos Pibe Valderrama, Álex Aguinaga, Fredy Totono Grisales; Juan Pablo Ángel y Adolfo Tren Valencia.

Outros:

Geovannis Casianni, Wilson Pérez, Iván Hurtado, Gerardo Bedoya, John Jairo J. Tréllez, Carlos Jiménez, Bendito Fajardo, Barrabás Gómez e Iván Valenciano.

HOMENAGEM

O jornalista colombiano Wilson Díaz Sánchez do El Colombiano pediu para que eu lhe enviasse um texto sobre o atacante. A íntegra:

Aristizábal - Coração brasileiro

Não é qualquer jogador estrangeiro que se destaca no futebol brasileiro. É necessário ter carisma, raça, saber mostrar dentro de campo toda a paixão dos brasileiros. Aristizábal foi além. O atacante conseguiu escrever seu nome na história de alguns dos principais clubes do Brasil. No São Paulo, a inesquecível dupla de ataque com Dodô, que, mesmo sem um título de expressão, tornou-se o destaque do Campeonato Paulista de 1998. No Santos, uma passagem curta. O colombiano vinha fazendo muitos gols, até que uma lesão atrapalhou sua passagem pela instituição eternizada por Pelé. Em 2003, Aristizábal viveu seus momentos mais gloriosos. Conquistou três campeonatos (Campeonato Mineiro, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro) com o Cruzeiro, feito que é chamado de a Tríplice Coroa, sendo uma das temporadas mais importantes da história do clube. Nunca um estrangeiro havia feito tantos gols vestindo a camisa celeste.

Os brasileiros não têm acesso ao futebol da Colômbia e, infelizmente, muitos não sabem que o matador colombiano vai se despedir do futebol. Porém, tenho certeza de que neste sábado todos os apaixonados por futebol estarão aplaudindo este que foi um dos grandes atacantes da história recente de clubes importantes do maior futebol do mundo.

+ Torcedores de Cruzeiro, São Paulo, Santos, Coritiba e Vitória. O que vocês diriam na despedida de Aristi?

+ Ouça nesta sexta-feira, no programa Futebol Internacional da Rádio LANCE! a entrevista exclusiva que fiz com o atacante. Ele lembra de seus principais momentos no futebol brasileiro e diz quais clubes realmente marcaram sua carreira. Para ouvir, basta acessar www.lancenet.com.br/multimidia/