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19 agosto 2016

Olimpíadas 2016 - Copacabana, Vôlei de praia e a torcida


Estar nos Jogos Olímpicos já era sensacional, uma sensação única. Observar as pessoas com diferentes culturas e idiomas, todas juntas, ali misturadas e parte do mesmo espetáculo da Terra. Tudo bem pra você, seu chato que está me chamando de alienada e que gostaria de explodir tudo por conta da forma como nosso país conduz as coisas, mas eu acredito no poder do momento, mesmo quem não pode estar nos jogos pode lucrar com algo, pelo menos ali no Rio, eu concordo, nem seria besta em discordar de que um grande dinheiro foi gasto e um outro tanto desviado, que muito poderia ter sido feito e blá, blá, blá...

Tudo isso era pra ter sido dito, protestado e argumentado antes, com os jogos rolando só nos resta aproveitar e torcer para que tudo seja lindo e inesquecível e assim foi, desde a recuperação de Diego Hipólito, as medalhas daquelas unanimidades e o brilho da torcida.

Cerveja? Só se pegar fila grande
... e era na torcida que queria chegar, principalmente naquela em que eu fiz parte. Quando comprei o ingresso não sabia quem jogaria e dei muita sorte em ver 2 duplas brasileiras, primeiro Alison e Bruno contra os espanhóis, um jogo vivo, empolgante onde cantamos todas músicas do vôlei: Ace, block moster, vibramos com os ataques decisivos e fizemos ola, cantamos "sou brasileiro com muito orgulho" e Ivete Sangalo com "ôôôô - alegria! Alegria!

O sol queimava nas costas e era preciso ficar abraçada na canga o tempo todo, foi tão bom que acabou rápido, que tristeza! ( risos), cada ingresso dava direito a 2 jogos e o outro era Canada x Canada e a torcida brasileira gritava o que? Canada, lógico. E brincavam, já que as 4 jogadoras eram altas e loiras, curtição do momento.

Do outro lado - Arena de Copacabana lotada
Na parte da tarde, o jogo seria Pedro Solberg x Evandro, mas esses não tiveram força e concentração para seguir, jogaram os 3 sets, mas se complicaram muito, e a torcida? Cantou e incentivou o tempo todo.

No outro jogo vimos, as já campeãs olímpicas, as alemãs Laura Ludwig e Kira Wlakenhorst vencerem as suíças.

Ficou ainda o gostinho de assistir Agatha e Barbara ( que brilharam muito nestes jogos e ganharam as medalhas de prata) e Larissa/ Talita( deixando uma tristeza no coração de quem curte o vôlei de praia), mas não dava pra ver tudo em um dia.

Saldo positivo.

Como e quando voltamos? Lembram que a gente tinha chegado às 5h45, pegamos o ônibus das 22h de volta, as costas já estavam reclamando, as pernas não respondiam mais, descobrimos que não temos 15 anos como achávamos, dormimos tão profundo no ônibus que nem vimos as paradas, apenas acordamos em Santos, mas faríamos tudo de novo.

18 agosto 2016

Rio 2016 - Eu fui

Rio 2016 - Vôlei de Praia - Copacabana

Quando me lembro que o Apenas Um ponto Esportivo já bombou na rede e era conhecido dos atletas de vôlei de praia, numa época em que eu sabia tudo a respeito desse esporte, não dá pra acreditar que perdi as inscrições para comprar os primeiros ingressos dos jogos e da abertura, muito menos de que havia marcado férias e esquecido( pasmem! ) dos Jogos Olímpicos. Um belo dia, fazendo sei lá o que, abriu pra mim aquelas janelinhas inconvenientes de propaganda dizendo: "Novos ingressos pro Rio 2016" - momento de reflexão: - "por que eu estou indo pro Nordeste e não pro Rio?" 

Eu bem sabia a resposta, aquele monte de gente descrente do evento, o momento ruim da economia e da política brasileira, os ataques terroristas pelo mundo, assombrando o evento, a violência no Rio, eram realmente motivos fortes para não pensar em ir pros Jogos, mas me deu uns 5 minutos, mandei 3 mensagens no Whatsap e me animei, comecei a procurar lugar pra ficar, avião, ônibus e tudo que me levaria ao Rio. 


Naquele momento, com hotéis caríssimos e uma cama no Hostel em quarto compartilhado por R$850,00 colocaram uma dúvida na minha mente, mas mesmo assim, comprei os ingressos, ainda demorei 2 dias, o suficiente para perder o lote mais barato, mas não desisti, fiquei na dúvida entre a quadra e a praia, mas tinha que decidir e pensar na possibilidade de voltar no mesmo dia. 

Só passava pela minha cabeça que por preguiça não tinha ido à Copa, nem que fosse para um jogo xinfrin pra fazer parte da brincadeira, me lembrei também que vários ônibus saíram da paróquia rumo ao mesmo Rio de Janeiro para a Jornada Mundial da Juventude  e a velha aqui pensou que não aguentaria, doeu a coluna, as pernas e a animação só de pensar, mas o que doeu mesmo foi a vontade de estar lá com os meus, curtindo aquele momento quando eu vi as fotos no Face. Decidi: Vou pro Rio 2016 nem que seja sozinha, mas não precisou. 

Eu e uma amiga de muitos anos embarcamos nessa, outros foram convidados e não puderam, nos preparamos pra ir, São Pedro deu uma sacaneada derrubando a temperatura na véspera da viagem, saímos de Santos rumo à capital fluminense no ônibus das 22h30, muito frio, chegamos no Rio as 5h45 e ficamos na rodoviária Novo Rio até às 7h30 quando chamamos o Uber e fomos pra Copacabana. O motorista, carioca da gema, nos mostrou a arena de longe: "olha, é ali o palco de vocês!"

Bons momentos partilhados - visite Sofianosjogos.blogspot.com


Apesar de não ter onde ficar, tive a oportunidade de reencontrar uma parceira de vôlei de praia, de torcida, de blog - Ana Sofia - veio pra abertura, se preparou como ninguém desde 2009, estava hospedada por lá e nos acolheu em seu QG - onde pude ainda conhecer a Karina Zanela, outra blogueira e fã do vôlei de praia e (em especial da Larissa) e outras meninas também torcedoras, tudo herança do Apenas um Ponto Esportivo. Ana Sofia fez até um blog pra contar sua aventura - Vale a pena visitar ( aqui

Quando nos dirigimos a arena não sabíamos se admirávamos a beleza do Rio ou o encanto do evento: era verdade, a gente estava fazendo parte daquilo, e como tudo estava lindo! Quanta gente bonita! A gente tinha 15 anos de novo, nos olhávamos e dizíamos: " A gente veio! "; " Ainda bem, que a gente veios!" - Obrigada, meu Deus, por essa oportunidade. 



Entramos na arena, tiramos foto, muitas fotos e continuávamos a dizer: Que bom que a gente não desistiu!  

Assistimos Bruno e Alison que daqui a pouco podem ser ouro! Tomara que sim! 

No próximo post falarei do que é estar na torcida pessoalmente. 

Dia do jogo: 13/08/2016 - Oitavas de final - Masculino e feminino
#vaibrasil #voleidepraia #rio2016

09 julho 2016

Diário de viagem #1 Portugal – Escolhendo o Hotel

Aeroporto Internacional de Campinas - Vazio


Decidimos viajar no inicio de 2015, mas o dólar, um desagradável companheiro, resolveu subir, subir e subir, ( se preferir pode dizer que real caiu, dará na mesma) e as passagens áreas estavam com valores impossíveis para um trabalhador. Esquecemos por um instante.

Faltavam 2 meses para as férias e resolvemos olhar novamente os preços e não é que tinha caído, estava quase 500 dólares a menos o que já fazia a conta fechar um pouco mais. Dica super importante que recebi na CVC foi que os aviões partindo do Aeroporto Internacional de Viracopos estavam bem mais em conta do que em Guarulhos, mais de R$1.000,00 reais por pessoa, essa foi a primeira decisão tomada, escolhemos voar Campinas – Lisboa.

O roteiro de viagem ainda era dúvida, orçamos na CVC primeiramente, sempre faço isso, já deu certo outras vezes, afinal se você der sorte, estará no final de semana dos voos fretados e conseguirá um super preço. Vale a pena sempre consultar. Na viagem para Paris em 2013, paguei no pacote com avião voo direto, hotel e traslado o que pagaria pelo avião com escala, tudo porque era um voo fretado.

A CVC me apresentou roteiros completos, com hotel e ônibus de viagem mudando de cidade quase todas as noites, passava por várias cidades e não tinha nenhuma tarde livre, visitava uma variedade boa de cidades e estava com promoção de cotação do dólar para fechamento imediato. Não quisemos, fiquei muito cansada só em imaginar que mudaria tanto de hotel e que não curtiria a cidade. Fiz um outro orçamento incluindo apenas o Hotel que saiu muito barato, sem café da manhã, isso alias é muito normal, fechei na agência apenas por segurança, pois estava indo para outro país e não queria surpresas. ( viagens nacionais eu fico no booking.com mesmo, ótima opção).


Reservei 3 diárias no Hotel Principe Lisboa, 3 no Tryp in Porto e mais 2 no mesmo hotel em Lisboa. Agora era resolver os passeios e como eu iria de Lisboa para Porto e de Porto para Lisboa, inclusive o traslado, porque 50 Euros por pessoa é muito dinheiro, num percurso que o táxi indica 15 Euros. Tinha que haver outra alternativa. 

18 junho 2016

Programa do Jô: Pra dizer que eu fui



O programa de entrevista do Jô Soares sempre fez sucesso nas Universidades, eu me lembro que muitos conhecidos, e também o meu irmão, foram assistir, na época ainda era o “Jô, 11 e meia” e eu nunca tive essa oportunidade, não que isso me causasse algum trauma de infância, mas sempre fiquei com aquela curiosidade.

Eis que agora, na minha segunda faculdade, uma excursão, tudo bem que o “Gordo” não é mais o mesmo, a idade está estampada em sua cara e jeito de andar, mas mesmo assim, ainda é o Jô.

Gravamos 4 programas e tudo é muito gostoso. Tivemos a oportunidade de ver o casal Tarcísio e Gloria, a entrevista abordou apenas as peças que estão encenando, mas o casal mostrou uma comunhão tão grande entre eles que foi contagiante, ela com 81 anos e ele com 80, mais de 50 anos de carreira e um carinho pelo trabalho, pelo público e entre eles que inspira.

Quem realmente transformou a noite foi Fafá de Belém, sabe aquelas pessoas que carregam uma boa energia? Pois é, fala do Pará, do seu povo, da sua comida e principalmente de quanto gosta de música com amor, cheia de ideias. Alto astral, conversando com plateia, cantando, contando histórias, acho que todo mundo tinha que ter a oportunidade de ver a Fafá.

Os Barbichas são tão comediantes quanto qualquer um do gênero, qualquer motivo é uma piada, qualquer assunto entra na improvisação, sem forçar, sem exagerar, colocaram o Jô na brincadeira e passaram um longo e gostoso tempo.

Ainda vimos o Pondé, refletindo sobre os 10 mandamentos e mais um, tinha uma médica geriatra, um professor de robótica e a cantora Maria Gadu, todas entrevistas tinham pelo menos um ponto interessante. A soma de tudo isso foi um dia diferente, com o quarteto do Jô, musicas, vinhetas e correria. Não tem intervalo, são 4 horas direto. Passei fome, mas nada é perfeito... depois da gravação a Globo deu lanchinho.


Ainda vale a pena ir lá ganhar um beijo do Gordo, nem que seja pra dizer que foi. 

Passeio em: Setembro de 2015.

09 dezembro 2015

Natal Luz - Curitiba



Fazia alguns anos que minha mãe queria ir no Natal Luz, enquanto muitas pessoas, inclusive meu irmão, acham que o evento se resume a uma rua iluminada, alguns tem o prazer de descobrir na simplicidade de uma ação, um grande momento.

O Palácio Avenida no Centro de Curitiba, prédio do banco HSBC, uma construção antiga, muito charmosa, com muitas janelas que se abrem para o Natal todo o mês de dezembro. As crianças carentes de orfanatos locais, ensaiam músicas para o coral de Natal e durante aproximadamente 45 minutos são as estrelas do espetáculo.

Dizem, ( só assisti uma vez) que as músicas não se repetem e que o jogo de luzes, pisca –pisca, cores e fantasias se intercalam com as mais belas e tradicionais músicas natalinas.

As pessoas vão chegando de todos os lados e logo ocupam todo o espaço em torno do Palácio Avenida, o Centro histórico ganha cores e movimento, as pessoas circulam por todos os lados, e as frias e desertas ruas noturnas dão lugar a milhares de turistas curiosos e encantados.

As crianças do alto das janelas acenam, fazem coração com as mãos e são adotadas por um instante por quem ali está, um gostou do japonesinho, outro do invocado que não queria papo, tinha também a menina curiosa e a pequenina delicada, um pouco de alegria no meio da solidão.


E as pessoas cantaram junto e tinha direito a Papai Noel também, terminando com a música do Roupa Nova: “ Eu tenho certeza que a gente podia, fazer com que fosse, Natal todo dia” 

Fotos: Rafaela Andrade 

07 dezembro 2015

Minha experiência em Viracopos

É  a primeira vez que embarco no Aeroporto Internacional de Campinas, vocês devem estar se perguntando o porquê  de eu estar aqui, mas a resposta  é simples: economia.

As passagens saindo daqui estavam muito  mais baratas, uma economia real, mesmo pagando uma van para nos trazer e depois buscar,  valia muito a pena. A moça da operadora de turismo disse que os preços mais atrativos são para nos fazer conhecer o lugar é o serviço.

Pois bem, logo ao chegar  notamos que a sinalização de trânsito dentro do aeroporto é  confusa e você poderá se perder ou até pegar a estrada de volta pra São Paulo. Avistamos a placa do estacionamento no valor de R $17,00 reais a diária e depois de algumas voltas desembarcamos e cadê o guiche da TAP? Vimos as operadoras nacionais e nada, sem placas paramos uma moça da Azul que nos disse que deveríamos pegar o circular e ir pro outro terminal. Tinham vários ônibus e o trajeto foi tranquilo.

O terminal internacional tinha 2 máquinas, uma de café e uma de salgadinhos e nenhuma fila, nenhuma loja pra olhar, nem um café pra sentar. Tão vazio que assustava. Despachamos a bagagem e fizemos cheking. Do outro lado, pasmem, uma pequena loja Dutty Free e um Franz Café. Muitas cadeiras, lugar limpo, pontos para carregar o celular e pouca gente.  Eram 3 voos naquela noite, o nosso é mais 2 para Miami.

Pra quem quer fugir do tumulto de Guarulhos, Viracorpos é 10. A economia vale a pena e vc fica sossegado. Embarcando. ... 

31 outubro 2014

Chapada Diamantina: Roteiro das Grutas

Morro do Pai Inácio
Eu descansando no Morro do Pai Inácio
             No primeiro dia na Chapada Diamantina fizemos o chamado Roteiro das Grutas,que poderia ser dividido em dois com facilidade, pois envolve 4 passeios diferentes, era para começarmos com o Poço do Diabo – mas o dia amanheceu com bastante neblina, chegamos a sentir um pouco de frio, então seguimos para a Gruta da Lapa Doce.
            Contratamos a Adventure Daniel lá em Lençóis para nos acompanhar durante as trilhas e o André foi nosso guia durante todos os dias e neste primeiro pegamos um grupo “nível avançado” acostumados com trilhas e passeios desse estilo e nem preciso dizer que eles não tinham lá muita paciência conosco( risos).
           
Lapa Doce
Lapa Doce




Ganhamos um lanterna e fomos para a Lapa Doce com guia local, nos foi explicado a diferença entre gruta e caverna, a primeira tem entrada e saída e a segunda você precisa entrar e sair pelo mesmo local. A Lapa Doce é uma gruta, uma das maiores mapeadas na Chapada( não lembro o tamanho), dentro dele pudemos ver as formações feitas por dentro através da infiltração da água – criando lindas imagens naturais.
            





Gruta pratinha
Pratinha

Na sequencia fomos para a Gruta da Pratinha – lá tinha flutuação – a gente pagava R$20,00 e mergulhava com snorkel e pé-de-pato deles dentro da gruta. Neste momento eu parei e pensei se eu queria fazer isso. Olhei aquela água azul linda, o material de mergulho, lembrei do episódio dos peixinhos em Morro de São Paulo e gelei. As meninas foram rápidas e logo estavam prontas.
Gruta Pratinha - interior
Do lado de dentro com as lanternas
           
 Decidi ir, tinha que me superar, afinal já estava lá e não podia voltar sem histórias para contar, mas... ( sempre tem que acontecer alguma coisa) quando a Liane estava entrando sentiu uma picada, era um peixinho pequeno que mordia( ahhhh), voltei para trás e comecei de novo: vou ou não vou? O guia aquático me disse que se eu me movimentasse eles não me pegariam( imagina a cena da Rafaela balançando braços e pernas - Risos).
            O importante foi ter valido a pena, era pequeno, entramos na gruta desta vez pela água, com lanternas nos braços para enxergar, víamos o azul da água refletindo a pratinha, como é chamado o local. O guia ainda tirou uma foto nossa dentro da gruta e na saída os peixinhos conosco, lindos mesmo, uma sensação bacana de vê-los ali tão perto e eu no meio deles. Incrível. Só não consegui ficar muito tempo, porque estava com medo ainda.          
Gruta Azul
  


Almoçamos por ali e a Gruta Azul ficava ao lado, nesta não se podia mergulhar e para ver os detalhes era preciso esperar o sol passar por ela, que aconteceria por volta das 14h, neste horário estávamos lá para admirar o espaço.
            




Já exaustos, com o joelho dando sinais de sedentarismo, seguimos para o Morro do Pai Inácio e aí o preparo físico faltou e nossos companheiros nos deixaram para trás, afinal subir o Morro não é pra qualquer um, mas valeu cada degrau, a respiração ofegante, coração a mil, cansaço, mas quando você chega no topo e olha na sua frente aquela imensidão da Chapada, você entende o quanto somos minúsculos dentro de um Universo de vida existente no planeta. O Silêncio somado a paisagem te convida a parar, te faz parar. Ali você agradece a Deus a oportunidade de estar ali, lembra de tanta gente e tanta coisa num espaço de segundos e sorri tranquilo.
Vista Morro do Pai Inácio
Vista Morro do Pai Inácio
            Depois você enlouquece para “ tentar” registrar tudo, sozinho, acompanhado, sentado, em pé, sozinho, a paisagem invade máquinas e celulares com muita força, porque na nossa insanidade de não deixar aquele momento acabar clicávamos sem parar, pelo menos temos fotos maravilhosas.
            Neste momento o francês que estava no nosso grupo queria uma foto dele “pulando” lá no alto e eu, sem querer muito, consegui tirar uma foto perfeita, ele praticamente voava. Ele ficou impressionado e me passou o email dele para que eu repassasse a imagem, mas enquanto eu apagava os cliks tremidos o sensor do celular mudou de foto e, pasmem, eu apaguei a foto do francês. Que vergonha! Ainda bem que nunca mais eu vou encontrar com ele, afinal, ele deve estar me xingando esperando meu email. ( oh)
            A descida foi terrível, neste dia eu descobri que a lógica e o ditado estão errados: Sem essa de que pra descer qualquer santo ajuda, mentira. Se seu joelho não ajudar senta e chora, não cheguei a tanto, mas nosso grupo pegou distancia, enquanto tentávamos descer com dignidade, pior seria aguentar mais um item do roteiro.
           
André, nosso guia, disse que o roteiro até o Poço do Diabo era tranquilo, mas claro que o meu joelho não concordava muito com isso, quem concordava era o antipático casal italiano do nosso grupo, não esperavam, não olhavam pra trás e se você demorasse, e a gente demorava, eles passavam por cima. Simples assim.
            A cachoeira pequena foi nosso batizado nas águas geladas da Chapada Diamantina, depois do banho era hora de voltar pro Hotel.
            A noite fomos jantar no Centrinho, comemos num pequeno restaurante chamado Tora, onde pedimos filet mignon para fechar o dia cansativo, muito bom por sinal, com direito a uma cachorra que comeu a gordurinha e um gato que também comia carne. Eles ficavam ao redor da mesa pedindo comida, com o olhar mais chantagista da face da Terra.

            Todavia ainda não era o final de dia, tínhamos que andar até o hotel, que ficava no alto, quase não conseguimos subir, as batatas da perna pareciam que iam explodir e as pernas não respondiam mais, não era trilha, mas foi difícil chegar no quarto e se jogar na cama com a sensação de que não conseguiríamos fazer o passeio do outro dia por falta de preparo físico e olha que de 0 a 10 o nível do dia tinha sido 6,5. 




18 outubro 2014

Morro de São Paulo - A partida e o que foi ruim, sempre pode piorar


Nosso  voo para Lençóis sairia de Salvador as 13h30, era preciso sair de Morro às 6h30( aff!) e advinha? Amanheceu meio feio o tempo. Nosso amigo Genivaldo nos esperava na recepção do Hotel para fazer o “ táxi “ de volta das nossas malas, ele disse que da casa dele pra lá são 30 minutos andando e ele tinha corrido.
Quando chegamos no atracadouro começou a chover e que chuvinha chata. Genivaldo pos nossas malas no barco, já que o pessoal da Cassys só fez colocar as pulseirinhas em nossos braços, se o mar da ida estava revolto, imagina o da volta? Chuva e vento. Sensacional.
Ao descer no primeiro destino – arrastamos nossa mala por um percurso relativamente curto, mas na chuva, entramos na Van meio molhadas, mas relaxamos, dormimos e esquecemos o que ainda estava por vir, ainda bem, pois paramos num local diferente, alguém disse que o primeiro barco não estava atravessando e que iríamos junto com os carros de balsa, era mais estável.
Porém, a passarela até lá era grande, a chuva caia forte e lá fui eu na rua esburacada arrastando minha “malinha” até começar a passarela, nem preciso dizer que me molhei muito né?
Chegando dentro da balsa, a parte de pedestres era no alto e a escada pequena, lá fui eu, batendo a mala na canela e fazendo roxos, só conseguia me perguntar o que eu estava fazendo ali. Finalmente conseguimos sentar, com muito frio e molhadas.

Salvador, aliviaria nossa maratona com um lindo sol, a sensação era de alívio, dali pro aeroporto foi tranquilo e era o momento de esperar nosso voo. 
Primeira vez que eu voei de Azul, achei bonitinho a aeromoça dizer: " uma tarde azul pra você" ( risos) era como um táxi aéreo, avião pequeno, com saídas apenas as quintas e domingos. O que vem de Salvador é o mesmo que volta de Lençóis. 
Chapada Diamantina - chegamos! 

14 outubro 2014

Morro São Paulo: Curiosidades



Eu já dividi com vocês a dificuldade para chegar no Morro e a cilada que um passeio pode se tornar, mas vale a pena conhecer o lugar. 
Não é demais repetir para você levar pouca bagagem, por preferencia algo que possa carregar sozinho sem destruir a sua coluna. 
Você deve estar se perguntando, já que é tão dificil, onde se hospedar? Pois bem, você pode ficar no Centrinho perto do local onde as embarcações chegam, ali você fica perto de lojas e restaurantes e um pouco distante das praias, mas nada que você não resolva fácil numa caminhada de no máximo 10 minutos, super fácil de fazer. 

Aí começam as praias, elas são divididas por números ordinários 1ª, 2ª, 3ª, 4ª, não sei até qual vai. Nos aconselharam a ficar na 2ª e foi o que fizemos, numa ruazinha paralela em que tinha um ponto de transporte coletivo próximo( para levar pra pontos mais distantes). 
Na 3ª também vimos muitas pousadas, mas ainda sim, achamos as da 2ª praia melhores, é lá também que temos muitos restaurantes na praia e que acontece o lual, se não me engano nas segundas-feiras a noite. 

Nos chamou muita atenção a quantidade de estrangeiros instalados em Morro: argentinos, italianos, franceses... eles são donos do comércio e dos restaurantes. Havia um restaurante argentino em que as meninas ficavam na porta para conseguir clientes e todas as vezes em que passávamos elas diziam: “ Tortilhas argentinas, pizzas, drinks free” ... ( rsrsrs)
Falando em drinks em toda a orla da 2ª praia a noite ficam carrinhos de drinks, eles sugerem diversas misturas diferentes, com ou sem álcool, você pode tomar dentro do cacau ou no copo, experimentei uma caipirinha de gengibre, limão e abacaxi, o gosto era exótico e diferente.
Você não pode sair de lá sem comer peixe e muito menos sem provar as tapiocas, essas realmente locais, porque em toda esquina tem os crepes franceses, do mesmo jeito que são feitos na França.
Na 1ª praia ainda temos a Tirolesa, pra mim foi um pouco demais, sei que vocês devem estar me chamando de medrosa, sou mesmo. Tinha 70 metros de altura e uma queda de mais de 300 metros. Subi no mirante somente para tirar foto, ainda o sol de pondo no horizonte.

Os souvenires são os mesmos de qualquer lugar, as camisetas se destacam e a rua que liga as praias ao Centrinho fica lotada, cheia de gente andando de um lado para o outro, portanto curta a noite em Morro, porque forró não tem, balada muito menos, o jeito é ver o movimento e curtir o clima. 

13 outubro 2014

Morro de São Paulo – Cadê o barco e vamos nadando então?

          
Tem coisas na viagem que são impagáveis. O mar estava turvo e revolto, havia chovido de noite e alguns passeios não valeriam a pena nessas condições. Contratamos então um passeio para Garapuá – acho que é um bairro que dá nome a praia, porque na verdade Morro de São Paulo fica no município de Cairu – na Bahia e só desvendei isso porque o Yahoo Tempo não achava o Morro de jeito nenhum, então coloquei o CEP da pousada quando descobri onde realmente estava.




            Nós descobrimos, mas o menino, achamos que não tinha nem 18 anos, que dirigiu o 4x4 que pegamos para nos levar a essa praia não sabia, nos garantiu que a cidade era outra, nos levou por um caminho que misturava mangue, rio, areia de praia e uma vegetação própria do local, Passamos por uns campos abertos e vimos onde pousam alguns táxi aéreos ( medooooo )

              Chegando lá, depois de quase 40 minutos,uma bonita e selvagem praia vazia, só tínhamos nós, o menino diz que vem nos buscar as 16h. Olho no relógio e ainda são 11h, alguém pergunta: onde são as piscinas naturais? Resposta: Em alto mar, mas não tem barco.

- Como não tem barco?

- Quebrou e a gente não arrumou

- Mas nós compramos o passeio com barco, o que faremos até as 16h?

Começou então uma enorme movimentação, vai pra lá, vai pra cá. Eis que derrepente surge um senhor com um motor na mão( sim, um motor, você não leu errado) e diz vamos?

Vamos pra onde? Pensei comigo. Ele aponta pro barquinho com naipe de catraia e diz que colocará o motor. Eu já tinha passado um perrengue com os peixinhos no dia anterior, nadar com os peixinhos em alto mar? Eis que alguém perguntou se tinham peixinhos e a resposta me animou: alguns, tem que procurar.

Resolvi ir, eu procuraria o lado oposto deles. Andamos um bom caminho até as piscinas, o mar estava uma delicia apesar da falta de sol, fiquei ali, nas areias, mergulhando, curtindo enquanto as meninas vestiram seus snorkells e foram a caça dos peixinhos, ainda bem que acharam, fotografaram e ficaram felizes. A maré subiu e o moço disse que precisávamos ir naquele momento. Eis que Liane e Juliane olham pra  ele e dizem que vão voltar pelo mar nadando. O senhor fez cara de “ essas meninas são loucas”  eu só tive tempo de pensar “ ah?” e então ele disse que não poderia deixá-las ali e eu só vendo. Elas tiveram que acatar. 

Quando chegamos na areia fiz questão de fotografar a distancia( foto) e as duas diziam que não podia ser tudo isso, parecia tão perto... ( risos) Sem noção, afinal, quando saíssem do banco de areia e corais cairiam em alto mar, mais de 5 metros de profundidade e ao contrário do que disseram, por mais que a maré e o vento puxassem pra areia, as correntes marítimas enganam, e eu e Liane como caiçaras do litoral não podemos duvidar disso.

Depois da descontração, hora de pedir o almoço, seria um peixe chamado vermelho, assado na folha de bananeira. Enquanto era preparado o tempo mudou, ficou frio, ventando, chovendo, nos enrolamos nas cangas para sobreviver, mas valeu, estava uma delícia, um gosto super apurado.


Pra fechar no local com chave de ouro, o moço ficava andando com a maquininha do cartão para achar sinal: essas operadoras de telefonia. 

10 outubro 2014

Morro de São Paulo - Eu e os peixinhos

Definitivamente eu e o Ecoturismo nos desafiamos mutuamente. 
Ao despertar minha amiga Liane começou a procurar um lugar para mergulhar, o mar estava meio turvo e só era possível flutuar( ainda bem que adiamos, assim deu tempo de pensar com cuidado) 

Perguntamos onde eram as piscinas naturais e nos encaminhamos pra lá. Lugar lindo, sensacional, tinha um monte de peixinhos, tinha um rapaz que oferecia ração pra eles e eles, os peixinhos, ficavam animados. 

As meninas foram nadar com eles e eu fui junto, mas me deu uma aflição, eu simplesmente acho que cada um deve ficar no seu habitat, eu aqui e eles na água. As meninas vestiram seus snorkells e super animadas foram lá, começaram a procurar os peixinhos, mas nem precisava procurar muito, afinal eles estavam ali, olhando para nós. E eu com medo. 

 Um casal saiu e me disse: Cuidado com o peixe preto que ele morde olha. Quando eu olhei parecia uma picadinha de mosquito. Fiquei com mais medo, quase não fui. 

Resolvi entrar e eles me cercaram, fiquei em pânico com eles em torno de mim. E não saía do lugar, demorei para mergulhar. Não sei se é a ração, mas é muito maluco, acho que eles associam que daremos comida, por isso te cercam, mas eu estava procurando o peixinho preto ( risos)
Liane me disse: Rafa vc é maior que eles. Mas eu sabia que o habitat era deles. 

Elas mergulharam até a maré subir e eu fiquei ali, mais aproveitando o mar, do que os peixinhos. Alias, não gostei da sensação de nadar com eles. Adoro o mar, mas os peixinhos me deixaram inquieta, desconfiada e com medo de picadas. Prometi que nunca mais, mas eu quebraria essa promessa em poucos dias. 

Imagina se o mar tivesse bom pra mergulho e elas tivessem me convencido a fazer o tal do batismo ( primeiro mergulho com equipamento, acompanhado por um instrutor) ? Eu teria fica estarrecida. 

Depois saímos andando pela orla, até parar para comer um peixe assado chamado Vermelho, com caipirinha. 

Momento vida chata. 

09 outubro 2014

Morro de São Paulo - A saga para chegar

A última embarcação era igual a essas da foto, com esse mar agitado

Quando ouvimos falar no Morro de São Paulo pensamos em qual lindo é o lugar, nos deliciamos com diversas fotos maravilhosas de praias de água azul e areia clara, pesquisamos passeios de barcos e alguns já se imaginam nadando com os peixinhos nas piscinas naturais, Morro de São Paulo é um paraíso escondido na Bahia que atrai estrangeiros de todos os cantos, casais apaixonados e quem quer fugir da rotina.

Portal e o Genivaldo
Como passaríamos 7 dias na Chapada Diamantina decidimos dar uma esticadinha até o Morro, levando em conta os horários dos voos para Lençóis tínhamos que começar pelo Morro, aqui aconteceu o primeiro erro desta viagem: nunca emende essa praia com outro lugar porque pro Morro menos é mais, ou seja, quanto mais coisas você levar pior será, lembre-se que mesmo contratando o serviço de traslado você precisará carregar sua mala por diversas vezes e se tiver pesada irá se machucar.

Pois bem, pesquisando na Internet você descobre que pode chegar em Morro, a partir de Salvador, de 3 maneiras: táxi aéreo, muito mais caro e levando em conta a quantidade de aviões que caíram em 2014, descartamos de imediato. A segunda opção é o catamarã, 2 horas em mar aberto, muitos relatos de enjoos e coisas afins e a terceira opção um semi- terrestre, esse escolhido por nós.

Para tal opção contratamos a Portela Turismo - e não indicamos pra ninguém. É verdade que não pediram nenhum pagamento adiantado, mas mandaram um email confirmando a saída, todavia, chegando em Salvador não estavam nos esperando, ao ligarmos a atendente disse simplesmente que não havíamos confirmado. Espera aí: vocês não confirmaram? Disseram que não.

Que raiva!

No aeroporto tinha um stand da Cassys turismo e tivemos que nos agarrar nessa opção. Sairia as 11h30, comemos alguma coisa e lá fomos nós para a Van que nos levaria até o porto, que na verdade era uma sede da agência ficava a uns 200 metros da entrada da embarcação, o detalhe era que você  precisava pegar sua própria mala e leva-la, atravessar a rua com as pedras, semáforos e etc...( imagina o peso, as rodinhas no cimento...) Um pessoa da Cassys ia na frente pra mostrar o caminho.

Na hora de embarcar, os passageiros locais simplesmente te atropelam, cheios de pressa, loucos para seguirem seu caminho, não esperam você andar, muito menos arrastar sua mala, passar do atracador para dentro do barco então, nem pensar. Primeiro medinho, o da mala cair no mar. ( risos)

Nossas malas em Morro de São Paulo
Aí você se aperta, a viagem dura mais ou menos 40 minutos, na cidade destino algumas pessoas com carrinho de pedreiro se oferecem para carregar sua mala, conseguimos negociar e pagamos um precinho bom só pra ele atravessar a rua ( R$5,00 por mala), melhor do que carregar. Entramos na Van e foram mais 1h40 minutos. Na próxima descida, mais um rapaz ofereceu para carregar a mala, foram mais 10 reais, mas pelo menos eles colocaram dentro do próximo barquinho, uma lancha pequena que saiu mar a dentro em alta velocidade.

Naquele momento lembrei da minha mãe: com certeza ela nunca estaria ali. Lembrei-me também do que aprendi desde pequena: com o mar não se brinca, por que então estávamos naquela velocidade em alto mar? ( mal sabia eu que podia piorar)

A melhor coisa era esquecer e rezar pra chegar logo, quando isso aconteceu, já em Morro de São Paulo, o simpático Genivaldo veio nos receber, mais um "carregador de malas". Lá, eles possuem um tipo de uma associação, todos de camisa amarela, com nome da pessoa estampado.

Eu e as meninas negociamos o valor do "traslado" das malas. Ele disse que cada mala era R$15,00. A princípio ficamos indignadas, como assim? Como poderia ser tudo isso? Ele respondeu que entenderíamos e começou mostrando a ladeira, depois a escadaria.Sabíamos que não conseguiríamos subir com as malas e então, aceitamos.

Logo, a Juliane, sugeriu que se automatizasse o serviço, colocando umas esteiras ou elevadores, mas a ideia deixou Genivaldo extremamente bravo, ele queria saber porque a gente queria deixá-lo desempregado. O caminho era realmente longo e esse "táxi" de malas é uma afronta ao corpo humano: que preparo!

Nossas malas juntas pesaram mais de 60 kg ele carregou as 3 no carrinho de pedreiro pelas rampas e ainda foi nos dando ideias sobre passeios, indicando restaurantes e contando do local. Precisa de pernas, de braço, de pulmão e muita força na coluna.

Enfim, depois de 5h40 minutos( contando do aeroporto de Salvador) e 12 horas, saindo aqui de casa, chegamos na Pousada Bahia Brasil, na Segunda Praia.

19 setembro 2014

Foz do Iguaçu - A beleza das Cataratas lado Brasil

Não faltam adjetivos para classificarmos as Cataratas do Iguaçu - não importa muito o lado, se é Brasil ou Argentina, é impotente e belo.



Você começa com uma vista bem tímida, ao longe, podendo avistar umas cabecinhas que nada mais são os turistas visitando o outro lado da fronteira. Você chega procurando o arco-íris o qual não será encontrado facilmente, só bem mais a frente.

No caminho você se mistura aos turistas, de muitas nacionalidades e idiomas, principalmente o japonês, este sempre em um grupo grande, todos juntos e equipados com suas máquinas super poderosas penduradas no pescoço e fazendo aquelas fotos panorâmicas mais de uma vez enquanto os outros turistas aguardam com suas máquinas singelas ou seus smartphones para enfim posar ao lado das cataratas. Quer um fotógrafo? Tem que pedir em inglês: " Can you take a picture for me, please?" Eles sempre vão te responder: " yes, sure!" e muito provavelmente mais a frente vão lhe pedir o favor de volta.







Nisso você vai identificando os bons fotógrafos pra pedir para eles de novo( risos). No caminho muitos quatis, animalzinho que domina.

Quando você finalmente chega naquelas pontes famosas, as das fotos, você entende porque tem tanta gente vendendo capa de chuva, oras, porque realmente molha, você protege a máquina, o celular, o óculos de sol e etc. Seu cabelo que já estava ao vento agora ganha uma chuvinha fina e ou você relaxa e esquece ou fica tentando se proteger. Não compensa. Aproveita a paisagem, o lugar e principalmente observe as pessoas, como o ser humano é curioso e cada um reage de um jeito ao lugar.

No mais, as Cataratas são um passeio diferente, não cansativo e que vale a pena demais!





16 setembro 2014

A Cidade de São Paulo - terra de sensações

Como São Paulo pode ser surpreendente não é novidade para ninguém,  afinal a maior cidade fo país é também aquela 5 reúne a maior diversidade. 
A terra da garoa que ultimamente clama pir chuva amanheceu com os olhos voltados para a av. São João,  no Centro onde polícia e moradores irregulares de um prédio travavam uma quase guerra, com direito a queima de ônibus e objetos grandes como sofas sendo tacados nas pessoas. 
No rádio um comentarista se perguntava se o povo comum, aquele que realmente precisa de um lar e não tem se presta a perder tudo dessa forma,  se possuem tempo para se organizar para tumultuar ou se a sociedade,  incluindo quem realmente precisa e não tem para onde ir é vítima de manobras políticas de militantes oportunistas. 
Não sei.  A verdade é que quem precisa sempre sofre muito,  independente do motivo que o levou até ali.
Enquanto isso em outro canto do mesmo Centro de São Paulo a vida seguia normal: metro, gente, Catedral da Sé, Fórum João Mendes Júnior etc. Pessoas andam apressadamente de um lado para outro, uns se arriscam na frente dos carros com o semáforo fechado para pedestres, os moradores de rua observam com seu cachorro fiel ao seu lado. 
Mas próximo ao metrô Liberdade jovens e advogados ocupam o mesmo espaço que os orientais. Idosos andam lentamente para fazer sei lá o que e eu ali de férias no meio deles.
Quantas sebos e livrarias jurídicas as quais chamam atenção pela variedade e promoções. 
Dali fui de metrô até a Estação da Luz - e mais uma vez se deparar com coisas próprias desta capital particular.  Entrei na Liberdade e quando passamos pela Se  entrou muita gente uma menina se agarrou num dos lugares de segurar e disse pra outra: " segura senão aqui ( Se) você entra numa porta e já sai na outra."
E é verdade.  Não experimente bobear.
No Museu da Língua portuguesa a entrada hoje era gratuita e estava cheia de alunos,  não tinha exposições extras, mas rever o círculo de poesia foi envolvente e não tem como ser diferente,  afinal é feito um jogo de luzes com palavras enquanto ouve-se s narração das poesias - se você relaxar com certeza vai entrar na história.
Comento de passagem que jm lugar ótimo para se perder  é a Estação da Luz: CTPM,  metros linhas 1, 4 e 7, saidas para a Rua José Paulino, Pinacoteca,  Museu e etc. Fala sério!  Muita gente junta andando pra diversos sentidos e todo mundo parece saber para onde está indo. 
Pra fechar o dia com uma esfirra do Habib's e um café.  A esfirra chegou e o café demorou e um senhor gordinho, baixinho com a camisa do Santos futebol clube pediu 4 esfirras, deu uma pra um pedinte e tirou do bolso uma coca cola pequena e me disse ( pra me ensinar) : :eu sempre passo primeiro na loja aqui do lado, compro isso e trago pra cá,  bem mais rápido. " ( risos)
Meu café chegou- muito muito quente- e ele continuou: " coca combina mais do que café,  tá quente né?  Nem dá tempo de saborear por que depois de um dia longo queremos ir pra casa logo, né? "( risos)

Disse a ele que realmente coca combinava mais e ele me interrompeu pra repetir o ensinamento da loja ai lado ( risos) eu disse que de vez enquando dá vontade de um café e que como estava passeando dava tempo, era um dia diferente.  Ele concordou,  só faltou dizer: " aí sim! "