"Aprendi ( eu acho) que não se deve criar expectativas, mas confesso( sim, e muito) que ainda preciso entender melhor essa lição."
Não tem nada mais gostoso do que ser surpreendido, com um gesto, um sorriso, uma mensagem, um carinho, um beijo, uma amizade verdadeira, eu gosto de surpreender, de oferecer algo que toque o outro, e fico encantada quando o inverso acontece. Duro é depositar isso em quem não tem a menor obrigação de satisfazer, mas é gostoso quando essa mesma pessoa o faz de um jeito totalmente diferente, um jeito só dela e te surpreende.
Abaixo as expectativas!
Viva as surpresas gostosas, e as simples, e as doces, e as mais do que inusitadas.
Quantos mistérios esconde um coração? Quantas dores, amores, decepções, desejos secretos? Tanta coisa boa pra dar misturada com tantos medos para esconder.
Eu evito expor meus sentimentos nas redes sociais, mas o amor precisa ser declarado porque ele torna o mundo um lugar melhor e traz esperança para aqueles que ainda não descobriram o verdadeiro sentido da vida.
Alguns já sabem o quanto você me mudou. Basta olhar para mim ... Você me faz uma pessoa maior e mais feliz.
Nem sempre podemos estar juntos. A distância atrapalha, a saudade e a vontade apertam ... Precisamos de cautela para que nossa relação permaneça saudável e equilibrada.
Temos nossas diferenças, mas meu coração dispara só de pensar em você. Com você por perto, tudo é doce. A tristeza vem depois, quando eu preciso correr e ficar longe de você.
Obrigada por me provar que tudo pode ser ainda melhor.
Você me mostrou que o amor verdadeiro nasce da união de dois seres completos. Duas vidas lindas, grandiosas e plenas, que se unem para alcançar o objetivo comum do amor maior. O casamento perfeito, o melhor de dois mundos.
Brigadeiro de churros, obrigada por trazer mais alegria e doçura para a minha vida! TE AM❤️! SEMPRE!
Texto de I.M. uma querida amiga, que tem grandes tiradas e essa foi realmente sensacional.
Ah... que coisa mais suave essa música tema de
novela, até me deu vontade de escrever novamente, a gente nem precisa saber a
letra fica o dia inteiro cantarolando “ e quando chega a noite, eu não consigo
dormir...” Não que insônia seja algo bom, mas essa inquietação pode ser boa,
animadora, cheia de energia renovadora, mas não se empolgue porque precisamos
viver muito mais o presente do que o passado e o futuro que nos convidam
sedutores todas os dias.
Decidir é a questão: eu descido que nada vai
me incomodar e não vai. Eu vou brincar de ser feliz... e voltando a música: “palavras
não bastam, não dá pra entender...” vamos falar menos e fazer mais, e tenho
dito.
A Noite
Tiê
Palavras não bastam, não dá pra
entender
E esse medo que cresce e não para
É uma história que se complicou
E eu sei bem o porquê
Qual é o peso da culpa que eu carrego nos braços
Me entorta as costas e dá um cansaço
A maldade do tempo fez eu me afastar de você
E quando chega a noite e eu não consigo dormir
Meu coração acelera e eu sozinha aqui
Eu mudo o lado da cama, eu ligo a televisão
Olhos nos olhos no espelho e o telefone na mão
Pro tanto que eu te queria, o perto nunca bastava
E essa proximidade não dava
Me perdi no que era real e no que eu inventei
Reescrevi as memórias, deixei o cabelo crescer
E te dedico uma linda estória confessa
Nem a maldade do tempo consegue me afastar de você
Te contei tantos segredos que já não eram só meus
Rimas de um velho diário que nunca me pertenceu
Entre palavras não ditas, tantas palavras de amor
Essa paixão é antiga e o tempo nunca passou
E quando chega a noite, e eu não consigo dormir
Meu coração acelera e eu sozinha aqui
Eu mudo o lado da cama, eu ligo a televisão
Olhos nos olhos no espelho e o telefone na mão
Certa vez li em algum lugar sobre uma garota que procurava o cara perfeito, ela procurou, procurou e procurou. Dispensou vários partidos interessantes, não quis sair com outros que a convidaram para um cinema inocente, até que um dia ela conheceu uma pessoa que aparentemente era tudo o que ela tinha imaginado, sonhado, desejado, mas a história não teve um final feliz, porque ela não era a mulher perfeita que o rapaz procurava. Essa história poderia ser também sobre o príncipe encantado, aquele que nunca vem e algumas garotas insistem em procurar, esquecendo-se que até o Sérgio Malandro já foi príncipe da Xuxa num filme, que o Sherek é o mocinho da história e que em muitos contos o coitado vira sapo. A maturidade muda um pouco esse conceito encantador de perfeição, afinal o que se deseja é ser amado, cuidado, desejado e respeitado por alguém que podia ir embora mas escolheu estar ao seu lado, não que seja mais fácil de encontrar do que o tal do príncipe, mas já parece algo mais normal( ou menos espetacular e intocável), embora ninguém tenha a receita de como fazer isso acontecer. Em contrapartida é uma delícia ouvir as narrativas de quem está num relacionamento em que a cumplicidade é a chave de tudo, esse post foi inspirado no post " O sonho da Mulher dos seus sonhos" do blog Casal Sem Vergonha. No post, o autor Hugo Rodrigues, diz que chega em casa cansado e ela ( sim, nós mulheres somos ligadas no 440 volts e falamos sem parar e sem botão de desligar) e ele só consegue dizer "uhun" e admira-la sem entender o que ela viu nele.
Ela me espera. Ela fica ansiosa para me ver. E me liga só para dizer que está com saudades. Ela diz que ama e que morre de tesão por mim, também. Ela me faz carinhos e arranhões que nunca tive. E me beija o corpo inteiro. E quando briga comigo por ciúmes é por medo de me perder. Ela é perfeita, mas não sabe. O meu lado possessivo até acha isso bom. Porque no dia que ela perceber que ela é dez mil vezes melhor do que qualquer mulher nesse mundo, vai querer outro cara dez mil vezes melhor do que eu. E há vários caras perfeitos por aí. Mas não sei como, ela se encantou por minha barba mal feita, por minhas piadas sem graça e por meus olhos cansados.O sonho da Mulher dos seus sonhos" do blog Casal Sem Vergonha.
Chega a ser dramático, mas é cheio de cumplicidade. Não é a busca da perfeição e sim de estar ao lado de alguém que te inspire. Imagem http://nossoespacocrescer.blogspot.com.br/
O rapaz que atirava pra todos os lados era bem esquisito, confesso. Minha turma de amigas dançava ao som do "Preto básico" quando ele veio se aproximando, se exibindo., dançando de um jeito muito estranho.
Fingimos não vê-lo. Ele estava com seu tênis laranja, bermuda vermelha e blusa amarela, corrente no pescoço, boné branco e uma latinha de cerveja na mão. Se aproximava cada vez mais, dançando e fazendo caras e bocas. ( meus Deus). O que era aquilo?
É sério que ele acha que vai conquistar alguém assim? Ele realmente acha que está abafando?
Não ligamos pra ele, mas uma menina sozinha, correspondeu. Pegou a cerveja dele, bebeu e pouco depois abriu a bolsa e tirou um uísque. Rolou um lance entre eles.
Era um sábado chuvoso ela estava em casa com enxaqueca, mal humor e sem vontade para se socializar quando o telefone tocou, era uma amiga implorando que ela a acompanhasse numa feijoada que aconteceria numa quadra de escola de samba e ainda queria ir de moto.
Ela riu, agradeceu e disse que não sairia de jeito nenhum, naquela chuva, com aquela dor de cabeça, de moto... tudo conspirava contra, mas do outro lado da linha tinha uma pessoa persistente, arrumando argumentos bons e outros mais ou menos do tipo amiga ingrata e/ou sem coragem acabou por convence-la a ir, sem moto, mas ir.
Ela não sabia que aquele ato de enfrentar a chuva naquele dia colocaria em sua vida uma pessoa especial, sua amiga queria até lhe apresentar uma "outra" pessoa, mas ela nem quis saber, começou a conversar com um rapaz que estava por ali, ele trabalhava com sua amiga, mas ela nunca tinha imaginado os dois juntos.
Eles conversaram, gostaram um do outro, saíram algumas vezes depois dali.
Ele estava procurando seu caminho, estava vindo de um lugar, mas não sabia ainda para onde ia.
Ela não sabia o que procurava, só tinha certeza daquilo que não queria.
Eles gostaram um do outro.
As pessoas torceram o nariz porque ele tem 3 filhos
Soltavam frases preconceituosas do tipo " coitada dela mal começa a namorar e já ganha três filhos"
Ela recebeu seu amor de braços abertos, despida de "pré" conceitos, deixou rolar, pagou pra ver, se deixou cuidar e envolver.
Ele também se apaixonou, quis ficar ao lado dela, mesmo com três filhos, o lugar dela não era o mesmo, tinha muito amor pra dar.
Juntos eles se completaram, a braveza dela com o lado brincalhão dele. Somaram o que tinham de bom, se ajudaram nos momentos difíceis, superaram várias dificuldades e mostraram para os amigos e pessoas mais próximas que é preciso abrir o coração, se dar uma chance de ser feliz, estar disposto a ir a diante.
Ele conquistou a sogra, a cunhada, os amigos. Todo mundo curte os dois. Inclusive eu, amo muito fazer parte disso.
Eles agora vão casar e ele está mais nervoso do que ela, até emagreceu. Ela guarda o nervoso no estomago, mas estão curtindo mais essa fase, esse momento.
Deus continue abençoando a união, o amor e a família que eles formam e ainda permita que possam construir muito mais, transmitindo amor com seu exemplo.
Ao longo da vida
aprendemos que não existem muitas regras para relacionamentos, o casal define
as suas dentro de seus princípios e daquilo que acredita. Quanto mais o tempo
passa a gente aprende a ser mais tolerante, esquece essa coisa de príncipe
encantado e começa a procurar uma pessoa real, de carne osso, que cuide de
você, goste de você, seja honesto, gente boa e principalmente queira ficar ao
seu lado.
Você começa a dar valor para quem te ouve, acha
importante o que você faz, incentiva seus sonhos e divide suas próprias
experiências com você, percebe que um homem pode tornar-se lindo por suas
atitudes e muda seus conceitos de beleza.
Você fica cansado de gente vazia, sem conteúdo, sem
sonhos, entende perfeitamente aquilo que não quer de jeito nenhum, embora não
saiba exatamente o que está procurando.
Você desiste mais fácil de quem não te dá atenção, não se
importa com a sua companhia, não faz o mínimo esforço para estar ao seu lado.
Para de forçar situações as quais vai se arrepender no futuro e cuida mais de
você, tirando seu time de campo, mesmo que alguma coisa dentro de você diga o
contrário, afinal todas as vezes em que você ouviu essa voz se deu mal. E como
é difícil manter esse pacto consigo mesma.
A gente aprende também que todo mundo tem passado, tem
história, pode ser uma ex-namorada maluca, uma mãe doente, filhos pequenos,
pais exigentes, ser mais velho ou mais novo do que você imaginava, mas que se
valer a pena, tudo isso vai fazer parte da sua vida também.
E por
mais que seja verdade que toda mulher adora receber flores, chocolate, uma
música romântica ou ser surpreendida com algo que nem passava pela sua cabeça,
um gesto simples pode ter um efeito melhor do que tudo isso e por mais
independente que seja, ela quer ser cuidada, envolvida nos braços de seu amor.
O
único problema de tudo isso é fazer com que duas pessoas se encontrem e possam
se conectar de verdade e seguirem juntos, dando tranquilidade e equilíbrio um
pro outro, mas eu acredito que um dia isso dá certo e que quando o amor te
encontra, haverá uma forte conexão.
Hoje lembrei-me de um texto que havia lido a algum tempo atrás, não sabia se nos blogs parceiros ou se em alguma revista, mas não é que o Google achou com facilidade.
O texto é do editor executivo da Revista Época - Ivan Martins e se chama " O amor bom é facinho". Eu particularmente me diverti com o jeito descontraído e brincalhão usado pelo autor para brincar com os casais, ele questiona aqueles aguerridos lutadores de relacionamento, aqueles que acham lindo viver em perigo, brigar por um lugar na vida do outro e chamam isso de desafio.
Toda vez que eu insisti com quem não estava
interessada deu errado. Toda vez que tentei escalar o muro da indiferença foi
inútil. Ou descobri que do outro lado não havia nada. Na minha experiência,
amor é um território em que coragem e a iniciativa são premiadas, mas empenho,
persistência e determinação nunca trouxeram resultado. Ivan Martins - O amor bom é facinho".
Em nenhuma passagem ele fala da arte de "conquistar" apenas diz que é preciso coragem e iniciativa para arriscar, o que nem sempre as pessoas estão dispostas. Na verdade, eu acredito que todo mundo cria "pré-conceitos" sobre com quem vai se relacionar e quando essa pessoa aparece é preciso desmistificar a imagem criada, perceber o que faz ou não sentido, saber o que realmente é importante. Decidir o que se quer viver naquele momento e tudo isso muda de acordo com a maturidade emocional de cada um, o que valia a pena com 15 anos pode não valer com 22 e muito menos com 35 anos. A fase muda, a cabeça muda, os sonhos mudam..
O que não muda, pelo menos para as mulheres, é o romance. Pode ser na idade que for. Quem não deseja ser cuidado, mimado, surpreendido? Se sentir querido, poder dividir coisas boas, sonhos e também as dificuldades.
Eu concordo com o Ivan, toda vez que se insiste em algo que só mesmo a gente não vê, aquela pessoa que definitivamente não se importa com a sua presença, não conversa, não se distrai com as suas histórias, não ri de você com você, não sente sua falta, não te deseja, não retorna sua ligação e mesmo assim você fica pensando em várias respostas para inocenta-lo e continuar fazendo do mesmo jeito. O duro é enxergar isso quando se está envolvido na situação.
Voltando ao texto do Ivan, ele conclui com uma frase espontânea e verdadeira a qual dispensa maiores comentários:
Ser amado de graça, por outro lado, não tem
preço. É a homenagem mais bacana que uma pessoa pode nos fazer. Você está ali,
na vida (no trabalho, na balada, nas férias, no churrasco, na casa do amigo) e
a pessoa simplesmente gosta de você. Ou você se aproxima com uma conversa fiada
e ela recebe esse gesto de braços abertos. O que pode ser melhor do que isso? O
que pode ser melhor do que ser gostado por aquilo que se é – sem truques, sem
jogos de sedução, sem premeditações? Neste momento eu não consigo me lembrar de
nada. Ivan Martins - O amor bom é facinho".
Gente nova em nossas vida é realmente algo que desequilibra, pode ser pro bem ou pro mal, afinal nunca se sabe quem é essa pessoa, o que traz dentro de si, quais histórias viveu e muito menos o que tem para oferecer.
Nada daquele velho ditado clamando que em time que está ganhando não se mexe, isso só será verdade na hora em que o desejo é ficar no mesmo lugar, porque todo mundo precisa abrir seus horizontes, ou seja, falar de coisas diferentes, aprender coisas novas, arriscar-se um pouco mais.
A pessoa nova pode ser um vizinho, um companheiro de caminhada, colega de serviço, de academia, não importa, essas pessoas viveram outras experiências, conheceram lugares inimagináveis, cometeram erros os quais não teremos tempo de repetir sozinhos.
É fascinante misturarmos tudo isso porque sangue novo é capaz de transformar, soma energia, divide preocupação e principalmente traz novas ideias. Por exemplo uma nova solução para um problema velho.
É verdade também o outro lado, alguém novo pode trazer um ambiente pesado, afinal a pessoa pode ser do tipo "Rabugento", o personagem do desenho que reclamava o dia inteiro " Oh, vida. Oh azar! Pode também atrapalhar mais do que ajudar, isso acontece com frequência também.
Apesar disso é preciso não criar expectativas, pois apesar de desejarmos ver nossos sonhos materializados no próximo, eles não existem para nos satisfazer, então, percebemos muitas vezes que os sonhos eram grandes demais e não as pessoas muito pequenas, tem gente que nunca vai aprender isso, mas tem quem deixe a vida ensinar como ver, não que seja fácil de aprender, principalmente porque a ansiedade cega um pouco.
Eu acredito que o risco sempre vale a pena: fazer novos amigos e novos parceiros e mudar pra melhor aprendendo um pouco com cada um e conosco mesmo.
Um feriado de chuva e na TV uma frase me chamou a atenção, era na novela A Vida da Gente, o tio do personagem Rodrigo dizia pra ele que nos dias de hoje está muito difícil termos uma verdadeira conexão com alguém e que quando isso acontece não se pode deixar pra lá.
Na verdade estamos ligados a tantas coisas e pessoas, através do nosso trabalho, das atividades que realizamos, do Facebook, da Blogsfera, quantas coisas nos ligam a alguém de formas diversas. Fico pensando em quantas pessoas leêm o que eu escrevo sem nem me conhecerem e quantas pessoas eu penso em visitar porque alguma coisa me leva até elas, porque o que elas escrevem me acrescenta de alguma forma. Nunca estivemos tão conectados ao mundo como hoje.
Apesar disso, nunca estivemos tanto em busca de relacionamentos verdadeiros: amigos que são para sempre, amores pelos quais vale a pena viver, histórias que desejamos escrever ao lado de um grupo e não sozinhos na individualidade pública da vida moderna.
Num constante contraste vejo e ouço todos os dias pessoas colocando à prova viver em comunhão, seja na família, a dois, entre amigos, enfim, qualquer situação diferente de sozinho ou em grupo com o seu computador. Por outro lado, esse ano eu fui em 5 casamentos e nas duas últimas missas que assisti, duas histórias emocionantes. Na primeira um casal jovem estava se casando, moram juntos a 15 anos e estavam na verdade regularizando a situação, duas filhas, a cerimônia não tinha vestido de noiva, glamour e nem buquê, eles desejavam a benção, o sacramento, simplesmente dividir o que estavam sentindo, simples e grandioso assim. No final, a noiva emocionada agradeceu a família, a Deus e a todos por tudo o que havia vivido e principalmente pelo amor, pela saúde na sua FAMÍLIA.
Na segunda missa, uma celebração de bodas de prata. O padre convidou toda a família para a benção e não parava de levantar gente e as pessoas emocionadas agradecendo a FAMÍLIA.
Eu fiquei pensando: tudo bem que há muita coisa que não dá certo, mas há tantas outras que funcionam. Existem tantas conexões verdadeiras, tecidas na base da paciência, regadas, que venceram os momentos ruins.
Por isso contesto quem não se dá uma chance de uma verdadeira conexão. Abra seu coração, comece devagar e deixe rolar.
Para concluir, volto para a novela, depois da cena que eu citei, numa outra Nicete Bruno( Iná) falava para a Manu ( Marjorie Estiano) que a vida se encarrega de tecer, costurar os caminhos, mas se a gente não quiser, não acreditar... podemos perder uma grande oportunidade.
Esse tema complexo e gostoso pede uma trilha sonora, certo? Sugiro então, " Um certo alguém" do Lulu Santos, fala exatamente dessa mania de fingir que não há nada e contrapõe com a entrega, com o ato de se permitir viver um amor, se inspirar, SE CONECTAR de verdade.
Que a sua semana e a sua vida seja cheia de CONEXÃO!
Um abraço
Rafaela
Um certo alguém( Lulu Santos)
Quis evitar teus olhos
Mas não pude reagir
Fico à vontade então
Acho que é bobagem
A mania de fingir
Negando a intenção
Quando um certo alguém
Cruzou o teu caminho
E te mudou a direção
Chego a ficar sem jeito
Mas não deixo de seguir
A tua aparição
Quando um certo alguém
Desperta o sentimento
É melhor não resistir
E se entregar
Me dê a mão
Vem ser a minha estrela
Complicação
Tão fácil de entender
Vamos dançar,
Luzir a madrugada
Inspiração
Pra tudo que eu viver
ELE anda cansado das baladas e dos casos furtivos sem senti...mentos.
Aprendeu a gostar da própria companhia, sem precisar estar em uma turma
de amigos todos os sábados. Decidiu que quer um amor verdadeiro… que
pode nem ser eterno, mas que traga um sabor doce às suas manhãs, que
seja a melhor companhia para olhar a lua. Que ele possa exibir os seus
dons na cozinha e o seu conhecimento em vinhos, só para ela.
Quer uma
mulher que ele reconheça pelo cheiro dos cabelos, pelo toque dos dedos,
pela gargalhada que vai ecoar pela casa transformando um domingo sem
graça, no melhor dia da semana. Quer viver uma paixão tranqüila e
turbulenta de desejos… quer ter para quem voltar depois de estar com os
amigos, sem precisar ficar “caçando” companhias vazias e encontros
efêmeros. Quer deitar no tapete da sala e ficar observando enquanto ela,
de short jeans, camiseta e um rabo de cavalo, lê um livro no sofá, quer
deitar na cama desejando que ela saia do banho com uma lingerie de
tirar o fôlego.
Quer brincar de guerra de travesseiros, até que o
perdedor vá até a cozinha pegar água. Quer o poder que nenhum dos seus
super heróis da infância tiveram… o poder de amar sem medo, sem perigo e
sem ir embora no dia seguinte.
Quer provar que pode fazer essa mulher feliz!
ELA
quase deixou de acreditar que seria possível ter vontade de se envolver
novamente. Foram tantas dores, finais, recomeços e frustrações que
pensou em seguir sozinha para não mais se machucar. Então percebeu que a
vida de solteira já não está fazendo tanto sentido. Decidiu que quer um
amor verdadeiro… que pode nem ser eterno, mas que possa acordá-la com
um abraço que fará o seu dia feliz, quer um homem que ela possa cuidar e
amar sem receios de que está sendo enganada. Quer a alegria dos finais
de semana juntinhos, as expectativas dos planos construídos, o grito de
“gol” estremecendo a casa quando o time dele estiver ganhando… a
cumplicidade em dividir os segredos.
Quer observá-lo sem camisa,
lendo o jornal na varanda… quer reclamar da bagunça no banheiro, rindo e
gritando quando ele revidar puxando-a para o chuveiro, completamente
vestida.
Quer a certeza de abrir a porta de casa e saber que mesmo
ele não estando, chegará a qualquer momento trazendo o brigadeiro da
doceria que ela gosta tanto. Quer beijar, cheirar, morder, beliscar e
apertar para ter certeza que a felicidade está ali mesmo…
Quer provar que pode fazer esse homem feliz!
ELES estão
por aí…
Sonhando um com o outro…
Talvez ainda nem se conheçam… mas é só
uma questão de tempo, até o destino unir essas vidas que se complementam
e estão ávidas para amar e fazer o outro feliz.
Ou alguém duvida que o universo traz aquilo que desejamos?
.............................
Esse texto estava no Facebook, foi sugerido por uma amiga, Isabel, resolvi dividir com vocês. Vale a pena ler.
Recebi um convite muito especial do blog Um pouco de mim da Elaine Gaspareto para participar da Blogagem Coletiva: Há amor em mim?
Comecei minhas férias no último dia 09 me questionando várias coisas que venho fazendo da minha vida, eu não estou onde gostaria de estar e nem fazendo o que queria e isso vinha me tirando do sério, me deixando irritada e sem motivação para muitas atividades, precisava arrumar uma saída para não enlouquecer, canalizar essa energia em prol da mudança que eu desejava e para tal entendi que era preciso relaxar e curtir mais tudo aquilo que é amor em mim.
E logo no começo percebi que não era pouca coisa. Primeiramente minha família, começando por meus pais e meu irmão e passando por todos os tios e primos que cresceram comigo e me completam. Nas minhas férias vivi o casamento do meu irmão e sua alegria, ganhei uma irmã, com seus pais gracinhas e tantas novas formas de dizer eu te amo. Na sequência fui com as minhas primas ( leiam os diários de viagem) às origens da família no Sertão da Paraíba, reencontrei meu tio, meus primos e pudemos descontrair. Não entendo famílias que vivem em pé-de-guerra e não se valorizam, não se completam e nem ficam juntos, mesmo quando a distância os separa.
Continuei minha auto-análise e vi que mesmo morando longe ainda não consegui trocar de Paróquia e nem largar o trabalho na pastoral junto aos jovens da minha antiga cidade, não importa se é o mesmo lá e aqui, a relação lá vai além porque envolve as pessoas, são parceiros, amigos pessoas que me inspiram. Preparar algo para os jovens para tentar plantar uma sementinha diferente no coração deles neste período de catequese só é possível porque além da fé existe um amor fraterno, sem egoísmo, capaz de transformar, que segura a peteca, não passa para trás. É exigente, mas sempre deixa boas marcas.
Depois relembrei o quanto eu reclamava da minha época de fiscal e descobri que gostava de ser fiscal e me considerava boa naquilo, sem modéstia, mas sabia que precisava mudar. Todavia, a mudança me deixou uma grande saudade dos parceiros e das histórias, porque quando se passam 7 anos juntos, no nosso caso literalmente debaixo de chuva e de sol( trabalhávamos na rua) se aprende os limites do outro, é obrigatório aprender o dom da tolerância, saber perdoar e ser companheiro de todos os dias. As lágrimas da despedida não eram da perda da amizade, mas do dia a dia, do amor vivido intensamente, autor de tantos casos que as pessoas nunca ousariam imaginar. Lembranças gostosas.
Vale também falar dos animais, Julie, minha cadelinha querida, é motivo de alegria nesta casa. Ela é amor em forma de cachorro, sabe aquele olhar pidão, cheio de dengo que te diz tudo. Eu cheguei de viagem no domingo e ela fez festa, foi pro meu quarto de noite, andou pela casa atrás de mim. Minha mãe disse que ela ia toda hora no meu quarto durante minha ausência. Ela confia no que eu faço, me recebe na porta e nos dá alegria.
Amor de amigo também vale? Sempre. Quem está conosco falando besteira e te enchendo de alegria em todos os momentos? Quem é que te diz aquilo que você não está preparado para ouvir? É revigorante saber o quanto alguém é importante pra nós e ter a certeza de que é recíproco.
Sei que falta um amor nesta lista, mas esse realmente ainda está ausente em mim. Por enquanto, vou seguindo meu caminho, numa curva dessas da vida eu encontro, aí eu conto pra vocês.
A todos que vieram até aqui por conta da blogagem coletiva sejam bem-vindos e muito amor no coração de todos.
Ao blog Um pouco de mim um Feliz Aniversário especial, que continue espalhando o amor em todos os corações.
Sempre é bom falar de amor, acho que no mínimo atrai para você bons fluídos, desde que seja de verdade, que seja eterno exatamente o tempo que dure, que transforme um pouquinho, sei que você me entende.
Hoje quero repassar o post da Revista TRip entitulado " Platônico é a puta que pariu" ( visitem o post original)
Sabe, a gente está se acostumando ao óbvio e perdendo a oportunidade de se entregar de cabeça àquilo que desejamos, não faz assim que o cara some. Não faz assado que ele vai achar que você é psico. Não fala isso e nem aquilo que vai parecer que você só pensa em casamento e vai parecer encalhada, e triste, e louca, e desinteressada, e chata, e fácil, e difícil também...Para tudo!!!
Se eu estivesse naquele quadro da Zorra Total eu ia pedir para voltar pro buraco!!!! ( risos)
Não existem verdades absolutas quando o assunto é o amor e envolve o ser humano. O que é bom pra mim pode não ser pra você, da mesma fora que a felicidade pode ter várias faces, a pessoa amada será querida e desejada por razões que a razão desconhece.
E é assim que eu reabro esse blog, fiquei com saudades dele, uma vontade imensa de vir aqui e dizer o que se passa, espero que não seja tarde e que vocês ainda estejam dispostos a dividi-lo comigo.
Lá no Apenas um ponto Esportivo estamos falando do vôlei nos Jogos Militares, vale a pena.
Um abraço e segue o texto que originou esse post.
Salve o amor. Aquele de conchinha e barba na nuca, que pode durar pra sempre ou só até amanhã. Aquele amor sem medo, sem freio, que ama e pronto. Salve o amor que a gente dá e pega de volta outra hora, outro dia, com outra pessoa. Aquele aconchego facinho que não posa, não se esforça, não finge. Salve o amor-próprio, que resolve a vida de muitos, o amor das amigas, que aguenta, arrasta e levanta. Salve o amor na pista, que roça, se esfrega, se joga e vai embora. Um amor só pra hoje, sem pacote pra presente, sem laço ou dedicatória. Salve o primeiro amor, que rasgou, perfurou, corroeu... ensinou. Salve o amor selvagem, o amor soltinho, o amor amarradinho. Salve o amor da madrugada, sincero enquanto dure e infinito posto que é chama. Salve o amor nu, despido de inverdades e traquitanas eletrônicas. Salve o amor de dois a dez, um amor sem vergonha, sem legenda. Salve o amor eterno, preenchido de muitos ardores. Salve o amor gigante, mas sem palavras, o rotativo e o escrito, salve o amor rimado, cego, de quatro. Salve o amor safado, sincero e sincopado, o amor turrão e o encaixado. Lia Bock
O Apenas um Ponto começou em janeiro de 2008, gerou um filho, o Apenas um Ponto Esportivo, em junho de 2009, agora quando seu pimpolho comemora 2 anos, eles se unem novamente, serão dois blogs, num único espaço.
Foi um escolha árdua, decidir e perceber que não podia mais manter dois espaços, mas para minha sorte o que estava aqui, cabe muito bem no que está lá, por isso, toda quinta-feira teremos o espaço Apenas um Ponto e mais alguns dias também.
No Apenas um Ponto Esportivo há uma linda equipe que partilha as postagens e ajuda a dar cores a nossa história.
Fiz questão de passar em todos os blogs listados aqui como parceiros, pedindo que visitem o Apenas um Ponto Esportivo , para os que não curtem futebol, nem vôlei e tem como esporte predileto uma boa soneca, sugiro os posts de quarta-feira Trilha Sonora - com o Rafael Amaro ( Rafs) e os de quinta-feira, onde eu estarei com os temas do Apenas um Ponto.
Para quem é comentarista esportivo, temos futebol segunda e sexta, vôlei terça e nos finais de semana. É só escolher.
Com um espaço a menos, terei mais tempo para dividir com vocês o espaço de vocês, visitar, comentar e etc.
No mais, deixo o convite para participarem da festa do Apenas um Ponto Esportivo, tem um pedaço de bolo especial aos leitores do Apenas um Ponto e 2 promoções rolando, visitem o post especial.
Para fechar com chave de ouro deixo a música da Maria Rita - Encontros e Despedidas, afinal, o que mais seria um blog do que um eterno encontro e uma eterna despedida?
Vejo vocês no http://apenasumpontoesportivo.blogspot.com/
Encontros e Despedidas
Maria Rita
Composição : M. Nascimento E F. Brant
Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço, venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero
Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir
São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também de despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida
O casamento do Príncipe William Arthur Philip Louis com Catherine Middleton movimentou o mundo na última semana, mesmo no meio da guerra, da pobreza, da violência e de tanta coisa ruim que o noticiário põe em nossa tela todos os dias, os olhos do planeta se voltaram para Londres.
Antes de qualquer coisa eu quero dizer que eu concordo com aqueles que protestam pela quantidade de dinheiro e glamour gastos enquanto tanta gente morre de fome, mas vamos parar por aqui e começar de novo, pegar como ponto de partida a história do romance, do casamento, da realeza, coisas que só existem nos contos de fadas dos livros infantis, não entro no mérito se serão ou não felizes, se estão ou não apaixonados. Por favor, deixem de ser chatos e colocar defeito, que tal apenas admirar?
Eu me emocionei assim que liguei a TV naquela sexta-feira, foi na hora da benção, o celebrante estava declarando-os marido e mulher, o sorriso maroto e discreto no rosto jovem do príncipe, a beleza da moça "do povo" que agora fazia parte da monarquia.
Toda a esperança de um país reascendendo as melhores histórias da família real na Inglaterra, toda aquela gente sonhando...
A carruagem dos sonhos, o tempo colaborou, o tão escondido vestido simples e impressionante. O beijo nem tão dentro do protocolo real, mas aclamado pela multidão.
É muito mais gostoso ter os meus sonhos alimentados logo pela manhã, do que ouvir que a mãe abandonou a criança... e alguém foi assaltado, e teve tiro, violência... etc. Não. Estou cansada desse notíciário, se somos capazes de atrair boa energia com nossas ações, por que não divulgamos mais as coisas belas?
Eu quero ver o belo, não necessariamente o rico e glamouroso, o simples também pode ser apaixonante. O amor fraterno transforma as pessoas.
Sabe quando você passa pelo rádio e ouve uma música que fazia um longo tempo você não ouvia?
Pois é, aconteceu assim. Essa música da Ana Carolina tocava na época que eu fazia MBA e como tocou, me lembra histórias de romances passados que realmente ficaram para trás, mas hoje escutando com atenção vi que ela é linda.
Por mais que o amor não deva ser egoísta, quando a gente começa a se encantar por alguém a gente não sabe pedir nada e quer roubar a pessoa pra si, fica meio perdido e se entrega ao acaso, a procura e nem sabe muito bem o que isso quer dizer.
No fundo, no fundo o que todo mundo quer é saber em qual rua a sua vida vai encontrar a vida de outro alguém e confessemos aqui entre nós: pode ser qualquer uma, no ônbus, na praia e até na Internet... mesmo se a gente perder o rumo, eu acredito que a gente encontra.
Só não dá pra dizer quando... o tempo, esse sim, não nos pertence.
Encostar na Tua - Composição Leandro
Ana Carolina
Eu quero te roubar pra mim
Eu que não sei pedir nada
Meu caminho é meio perdido
Mas que perder seja o melhor destino
Agora não vou mais mudar
Minha procura por si só
Já era o que eu queria achar
Quando você chama meu nome
Eu que também não sei aonde estou
Pra mim que tudo era saudade
Agora seja lá o que for
Eu só quero saber em qual rua a minha vida vai encostar na tua
Eu quero te roubar pra mim
Eu que não sei pedir nada
E saiba que forte eu sei chegar
Mesmo se eu perder o rumo
O tempo, sempre ele, deixa que muitas vezes não percebamos o quanto de coisas e momentos que não conseguimos desfrutar, pois bem, este ano eu esqueci o aniversário do Apenas Um Ponto, dia 10/01, o blog fez 3 anos um pouco paradinho e sem atenção, abandonado em sua existência.
Na verdade ao fazer 3 anos o blog está sem identidade, perdido e sem assunto, mesmo com muita pauta sem ser explorada fica a pergunta de como fazê-lo, a promessa de sempre voltar mesmo depois de longos períodos sem visitação e os mesmos sonhos que dão continuidade a este vidão de meu Deus.
Neste clima agradecemos aos amigos desses 3 anos, aos novos, aos que virão, obrigada pela partilha, pelo crescimento contínuo e por essa amizade virtual que nos oferecemos.
Deixo uma música neste dia: Amor pra recomeçar, ela dispensa comentários.
Eu te desejo não parar tão cedo
Pois toda idade tem prazer e medo
E com os que erram feio e bastante
Que você consiga ser tolerante
Quando você ficar triste
Que seja por um dia, e não o ano inteiro
E que você descubra que rir é bom,
mas que rir de tudo é desespero
Desejo que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor pra recomeçar
Pra recomeçar
Eu te desejo, muitos amigos
Mas que em um você possa confiar
E que tenha até inimigos
Pra você não deixar de duvidar
Quando você ficar triste
Que seja por um dia, e não o ano inteiro
E que você descubra que rir é bom,
mas que rir de tudo é desespero
Desejo que você tenha quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor pra recomeçar
Pra recomeçar
Eu desejo que você ganhe dinheiro
Pois é preciso viver também
E que você diga a ele, pelo menos uma vez,
Quem é mesmo o dono de quem
Desejo que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor pra recomeçar
Pra recomeçar
Pra recomeçar.
Acabei de assistir pela TV o Pe. Fábio de Melo no programa Raul Gil. Uma mistura de dom e amor. Amor pelo que faz, pelas pessoas, pela música, pela mensagem que transmite. Dom para falar, para tocar, para sentir. Dá uma paz vê-lo falar. Sobre qualquer coisa. É paz. Dá satisfação em ver alguém tão apaixonado por sua missão.
Os depoimentos de amigos, narrando histórias do dia a dia, do homem, do amigo, do filho, do companheiro e do padre me fizeram lembrar meus amigos padres, pessoas que conheci no dia a dia do meu trabalho de pastoral e que fazem parte do minha vida.
Me fez pensar em especial numa pessoa: Felipe. Conheci o Felipe quando ele tinha 15 anos, eu tinha uns 22( eu acho) quando eu era catequista de Crisma e ele veio inscrever-se para a catequese. Ele é alto, bonitão, gentil e educado. As meninas logo ficaram de olho. O grupo dele era grande: 22 crismandos, todos da mesma faixa etária.
Logo nos primeiros encontros quando falamos de nós mesmos para quebrar o gelo e construirmos um bom grupo ele disse que iria ser padre. Todos ficaram meio surpresos, e passou. No decorrer da catequese ele foi se destacando com sua paz, seu jeitinho de falar, o interesse e o conhecimento que tinha. Ao contrário do que muita gente pode achar, ele fazia parte do grupo, todos adoravam estar com ele. Claro, que em dia de gincana a participação dele tinha que ser diferente.
Após receberem o sacramento a turma entrou para o grupo de jovens e nós firmamos nossa amizade, eu sempre fui uma "tia" coruja, e o grupo se tornou parte da vida de todos. Até que terminado o colegial ele decidiu que era a hora de ir ao seminário.
Ele passou alguns meses e voltou. Não era aquela a congregação que ia ao encontro do serviço que ele queria prestar, ficou triste, pensou em desistir, mas deu tempo ao tempo. Naquela oportunidade conversamos muito e até vestibular ele prestou, até que resolveu tentar de novo e se encontrou. Está lá a quase 2 anos. Nos falamos pouco, mas os pais dele continuam aqui na comunidade.
Se hoje eu sou coordenadora de catequistas é porque ele encheu minha cabeça de idéias e o padre comprou todas elas. Quando a gente se vê ele sempre me diz: " Reza por mim? " Eu digo sempre e ele responde: Eu sempre rezo por vocês. E os demais, os outros crismados são orgulhosos e dizem: "Eu tenho um amigo que vai ser padre." É, eu fui catequista de Crisma de uma pessoa que vai ser padre. Hehehe Nós achamos que ele tem dom. A gente reza. E traçamos com ele esse caminho.
Saudades dele! Ele e o Pe. Fábio de Melo merecem o Sábado de ouro.