28 fevereiro 2017

O começo da conversão


Antigamente, nosso avós comiam o mínimo possível, faziam silêncio e buscavam a penitência. Ah... a Quaresma, aquele período de 40 dias em que você vai tentar se converter fazendo Jejum, praticando a penitência e realizando muita oração. 

Nos tempos atuais, a Igreja tem convidado a refletir um pouco mais sobre isso, mas abrindo a visão para uma conversão que pode ser real, vivida no dia a dia. 

Façamos todos jejum daquilo que não deveria estar em nossas vidas, sabe aquela reclamação que virou costume, aquela mal criação que você insiste, aquela rosnada que você dá em homenagem aquela pessoa que trabalha com você e você não aguenta mais? Ah... você também briga com São Pedro pelo sol ou pela chuva e também xinga os motoristas no trânsito, não ajuda sua mãe, engana o cachorro, joga lixo no chão, deixa luzes acessas e tantas coisas que seria preciso muito mais espaço para dizer. Vamos tente, escolha alguma coisa e faça seu jejum. 

A penitência é se obrigar a fazer exatamente o inverso, oferecer sua ajuda quando você não está nem aí, tentar ser compreensivo quando você quer brigar, oferecer carinho quando você está raivoso, sabe o antidoto para tudo o que foi dito acima? Então... é isso. Será que a gente consegue? 

E a oração, é a oração... primeiro a gente precisa parar, porque estamos tão pilhados, tão estressados e tão focados em nós mesmos que esquecemos de Deus. A gente esquece de agradecer, esquece de dividir, de colocar mais espiritualidade no nosso dia a dia. 40 dias conversando com Ele nos fará mais fortes, mais conectados, mais humanos. Vale meditar, ouvir musica, peregrinar... Só não podemos deixar de lembrar da oração. 

Acho que não é tão difícil, mas exige vigilância, auto-vigilância. Claro, é apenas um começo, mas de algum lado devemos começar. 

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